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Historiadora/Professora de História e para sempre estudante. 

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

5 de Novembro

Quero lembrá-los de um filme de tema anarquista: V de Vingança. Deixo aqui dois discursos, o primeiro um jogo divertido com as palavras e o segundo com foco político bem formidável. Leiam o último com cuidado e carinho, qualquer semelhança não é mera coincidência.

"Voilà! À vista, um humilde veterano vaudevilliano, apresentado vicariamente como ambos vítima e vilão pelas vicissitudes do Destino. Esta visagem, não mero verniz da vaidade, é ela vestígio da vox populi, agora vacante, vanescida, enquanto a voz vital da verossimilhança agora venera aquilo que uma vez vilificaram. Entretanto, esta valorosa visitação de uma antiga vexação, permanece vivificada, e há votado por vaporizar estes venais e virulentos verminados vanguardeiros vícios e favorecer a violentamente viciosa e voraciosa violação da volição. O único veredito é a vingança, uma vendeta, mantida votiva,não em vão, pelo valor e veracidade dos quais um dia deverão vindicar os vigilantes e os virtuosos. Verdadeiramente, esta vichyssoise de verbosidade vira mais verbose vis-a-vis uma introdução, então é minha boa honra conhecê-la e você pode me chamar de V."





"Boa Noite, Londres. Permitam que eu primeiramente desculpe-me por esta interrupção. Eu, como muitos de vocês, gosto de parar para apreciar os confortos da rotina diária, a segurança, a família, a tranqüilidade. Eu aprecio-os tanto quanto todo mundo. Mas no espírito de comemoração, daqueles eventos importantes do passado associados geralmente com a morte de alguém ou ao fim de algum esforço sangrento terrível, uma celebração de um feriado agradável, eu pensei que nós poderíamos marcar este 5 novembro, um dia que não é recordado, fazendo uso de algum tempo fora de nossas vidas diárias para sentar e ter um bom bate-papo. Há naturalmente aqueles que não querem que eu fale. Eu suspeito que agora mesmo, estão dando ordens aos telefones, e os homens com armas estarão aqui logo. Por que? Porque mesmo que a violência possa ser usada no lugar da conversação, as palavras reterão sempre seu poder. As palavras oferecem os meios ao povo, e para aqueles que escutarão, o anúncio da verdade. E a verdade é que há algo terrivelmente errado com este país, não há? Crueldade e injustiça, intolerância e depressão. E onde uma vez você teve a liberdade a objetar, pensar, e falar, você tem agora os censores e os sistemas de escutas que exigem seu conformidade e que solicitam sua submissão. Como isto aconteceu? Quem é responsável? Certamente há aqueles mais responsáveis do que outros, e serão repreendidos, mas a verdade seja dita outra vez, se você estiver procurando o culpado, você necessita olhar somente em um espelho. Eu sei porque você o fez. Eu sei que você estava receoso. Quem não estaria? Guerra, terror, doença. O medo começou melhor de você, e em seu pânico você girou para o agora alto-chanceler, Adam Sutler. Prometeu-lhe a ordem, prometeu-lhe a paz, e tudo que exijiu no retorno era seu consentimento silencioso, obediente.
Na última noite eu procurei terminar esse silêncio. Na última noite eu destruí o Old Bailey, para lembrar este país do que ele se esqueceu. Há mais de quatrocentos anos um grande cidadão desejou encaixar para sempre o 5 de novembro em nossa memória. Sua esperança era lembrar o mundo que a justiça e a liberdade são mais do que palavras, são perspectivas. Assim se você não visse nada, se os crimes deste governo permanecessem desconhecidos a você então eu sugeriria a você que passe o 5 de novembro em branco. Mas se você ver o que eu vi, se você sentir como eu me sinto, e se você procurar como eu procuro, então eu peço-lhe para estar ao meu lado em um ano, fora das portas do Parlamento, e juntos, nós daremos a todos um 5 de novembro inesquecível!!!"

http://www.youtube.com/watch?v=NVauZNOp1es&feature=related
terça-feira, 2 de novembro de 2010

Debates

Observem o tweet:

"@cassapava:
a pior coisa que querem acabar com a anistia dos generais da ditadura mas nunca as dos "revolucionarios" que mataram tanto quanto !"

É verdade, tanto ditadores quanto revolucionários ou ainda terroristas são e foram capazes do mesmo crime: homicídio. Anteriormente sempre defendi a idéia de que os ditadores obtivessem julgamento, como uma forma de prevenir futuras ditaduras, mas diante de tal afirmação vejo que o caso está muito além de uma ditadura, ele se concentra na bestialidade humana.
Houve quem replicasse com o seguinte argumento "Crime de Estado é diferente de crimes comuns", mas não consigo enxergar que o destino da família do assassinado ou daquele corpo estirado no chão tenham destinos muito diferentes, seja um homicídio cometido pelo Estado ou por Revolucionários. Assassinato é assassinato, e tem por base o indivíduo acreditar que está acima do direito de viver de seu opositor, portanto hoje defendo veementemente que todos sejam julgados. Incrível nossa capacidade de julgar crimes sob olhar daqueles que o cometeram e não daqueles que foram vítimas, isso nos torna tão assassinos quanto qualquer outro.
Surgiu também uma idéia de heroísmo de quem mata. Fato que toda nação cria seus heróis, esses que devem ser mártir e símbolo nacional, mas chamar alguém que simplesmente mata de herói se não uma injustiça com os verdadeiros heróis é ainda ferir uma nação, simbolizando-a simplesmente como violência.
Fato que essa tentativa de diferenciar um homicídio de outro não passa de uma tentativa de racionalização do instinto que nos afirma e confirma como animais, embora haja uma constituição complexa, na prática sobrevive ainda aquele que é mais forte, aquele capaz de subjulgar o outro, e se isso não é animalesco, tão pouco é racional.
Sou a favor de penas alternativas para pessoas capacitadas mentalmente, mais do que o encarceramento, e isso se aplica à todas as classes e homicídios. O réu, sempre sob supervisão do Estado que passa a se responsabilizar por seus atos, para cada mal feito deve retribuir com uma boa ação até que o comportamento ruim seja substituído. Assim evita-se os luxos para classe alta/ média alta, nos presídios e que esse se torne uma escola para o crime. Facilita ainda o julgamento dos homicidas que devem aprender que seus ideais ou pelo que lutam não pode estar acima da vida de nenhum outro indivíduo, assim promovendo a aprendizagem de convívio em sociedade.

Se é possível ter heróis que não matam?
Observem o seguinte:

"@cassapava
falando em me faz lembrar dos melhores: gandi, madre tereza, nelson mandela, isso sim são heróis! são dignos de ser REVOLUCIONARIOS"

Endoçando o tweet, cito o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) que tem por líder conhecido na mídia o Subcomandante Marcos. Suas bases estão em acordos e a preservação dos civis sejam elas de classe baixa ou alta, pegar em armas não é mais que uma defesa dos seus , não se limitam ao simples ataque daqueles que não concordam com suas idéias. A palavra certa para tal é RESPEITO, pregam a idéia mais pura de anarquismo da auto-gestão pela conscientização e são heróis, várias minorias, unidos por uma única luta: pelo fim da repressão!

E eis que surge esse post. Pelo fim da repressão e da censura, sob minha visão de corpo estirado no asfalto que grita pelo direito de ter vida independente se vc compartilha suas idéias comigo ou não.

Brindes ao meu e ao seu direito ao grito e à vida.


Créditos: @cassapava do blog: http://mentesdesfiguradas.blogspot.com/
@chiyokogon do blog: http://usaramonomequeeuqueria.blogspot.com/
domingo, 24 de outubro de 2010

Romantismo



"O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII que foram a Revolução Industrial que gerou novos inventos com o objetivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento de produção, provocando a divisão do trabalho e o início da especialização da mão-de-obra, e pela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica, em que os direitos individuais fossem respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Do mesmo modo, a atividade artística tornou-se complexa.

Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista.

Características gerais:

* a valorização dos sentimentos e da imaginação;
* o nacionalismo;
* a valorização da natureza como princípios da criação artística; e
* os sentimentos do presente tais como: Liberdade, Igualdade e Fraternidade."

Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/arteromantica.html






domingo, 17 de outubro de 2010

Urso-de-pelúcia

Comprei um urso-de-pelúcia... não é segredo que eu adoro esses bichinhos. O nome dele é Peter Bishop, pq ele é tão fofo quanto o Joshua Jackson e seu personagem em Fringe.

Lhes apresento Peter ^^






e Joshua


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cansaço

Cansei! Mais uma vez me cansei, da rotina, das expectativas frustradas, das minhas próprias reclamações, da podridão das pessoas. Cansei.

A solidão tem sido minha maior companheira. Não se trata de uma solidão de corpo, mas de alma… cada vez que me deparo com indivíduos tão corrompidos e egocêntricos como os que me cercam, procuro me afastar ao máximo de todos, nesse momento até mesmo os ‘bons’ segundo minhas observações pagam, me vem em mente se os atraio esse ‘ruins’ pq me assemelho, mas é como se nem eles mesmos tomassem consciência de sua podridão, e acessá-los faz com que eu tenha certeza de que não poderia ser como eles.

A cobrança tem me esgotado também, sinto que meu corpo não é capaz sequer da metade dos meus planos, me sinto traída pelo meu próprio gênero ( não eu não gosto de ser mulher), e pela minha própria constituição física. A cada dia que passa noto mais falhas de memória e o que me deixa consequentemente em um nervosismo contínuo. Não consigo ( não posso e nem pretendo) aceitar o fato de que tal matéria tão volátil seja o empecilho para conquistar os meus sonhos, me obrigo segundo minha faixa etária, de estar além dessa carne que-nem-urubu-come, mas me canso.

Quem vê esses meus posts deve imaginar que sou uma pessoa depressiva e deprimente. Pessoalmente não fico assim a maioria das vezes, sobretudo quando tenho ciência de que mais gente se sente assim, mas aqui tem sido minha melhor maneira de desabafo, de expor minhas feridas e jogar-lhes álcool em seguida. Na falta de pessoas com quem compartilhar tamanha angústia, solidão e o sentimento de incapacidade e inutilidade, acabo expondo, exteriorizando, na esperança que depois de escrever , eu mesma ou um comentarista venha me propor uma solução, mas até mesmo disso me cansei.

Talvez a solução esteja em tirar férias de mim e de tudo que está a minha volta, de todas as cobranças e podridões, pra de alguma maneira entender como viver sabendo que não posso conseguir cumprir todas as cobranças e que me render a tal podridão não é a solução. Isso exige mudança, e pela primeira vez digo, me cansei delas também.

Estou perdida, só e cansada. Hoje o que resta de mim é a vontade de ser espectadora dos fatos e ignorar esse nó que vem à garganta…

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nova Roupagem

Estive refletindo sobre a máxima de Nietzsche " Existo, Logo Penso" e cheguei a conclusão que não a adoto mais como válida, o que automaticamente me obrigou a mudar o Blog para "Pensare" , ou seja, pensar em latim.
Realmente não consigo mais acreditar que tudo aquilo que existe pensa, não me refiro à animais e pedras, os acho muito mais espertos que nós, mas de indivíduos da minha própria espécie que realmente não pensam, não querem pensar ainda que existam em um plano material.
Deixo pra vocês também um novo Layout mais simples , da minha própria autoria e o primeiro de uma série de vídeos sobre uma das questões que mais gosto, a questão da existência.







Segue também às críticas à tal:



Despeço-me
quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Stratovarius - I'm Still Alive




Tradução - Ainda estou vivo

Olhe ao seu redor, vire-se
Você acabou de se desfazer
Partiu, fugiu
O mal já está feito, nada a dizer
Por toda a minha vida, me senti um rejeitado
Mas não mais, é coisa do passado
Sinto o sol, corro
Parece que a vida apenas começou
Tudo é novo, ponto de vista diferente
Há muitas coisas que farei
Estou deixando as coisas que não necessito
E, confiantemente, planto a semente

Ainda estou vivo
Estou pronto para sentir o vento em meus cabelos
E sei que há muitas coisas para compartilhar
Escreverei minha história novamente
O plano perfeito de uma nova espécie
Eu estava perdido, mas agora me encontrei
Ainda estou vivo
terça-feira, 10 de agosto de 2010

Kamelot - Wings of Despair

Opa! Encontrei respostas, hora de mudar as perguntas.
Tecnicamente falando, 'digivolvi' para um modelo mais auto-preservador, auto-confiante, auto-feliz, auto-whatever... não que tenha me tornado totalmente auto-suficiente, mas sem dúvidas não vou tentar mais me rebaixar, nada mais natural que a pessoa mais importante pra mim seja eu mesma ... poxa tô sempre comigo, sou minha melhor amiga, minha companheira, né não?
Seja lá o que eu for, já passei da fase de perguntar se deus existe ou se eu existo, agora quero saber, quando deus precisa existir pra mim e o que fazer pra não me limitar a uma simples existência...
Vou começar e finalizar tudo isso com a minha redescoberta identitária: EU SOU!

sábado, 7 de agosto de 2010

Sapiência ou não

Sei que preciso aceitar o que sou, que devo desenvolver meus dons e usá-los com sabedoria. Sei que sentir as conexões com o universo é essencial, sei sobre a energia que rege tudo e as responsabilidades, mas, ainda procuro saber como me inserir em tudo isso, e findar com essa insegurança que grita no meu peito que não sou nada além de um pedaço de carne vagando com outros pro fundo de um precipício, que terá um dia a mesma utilidade de uma TV estragada.

Sei que o bem e o mal habitam o mesmo espaço dentro de mim, sei que a escolha deve ser minha assim como as consequências, sei que assim que acordo, lavo um rosto que não se parece uma face até que eu possa usar uma máscara social, sei também que sou cada uma dessas máscaras indiscutivelmente, mas e quando preciso de mim, porque não encontro nem máscara, nem face, nem rosto? Apenas um recipiente vazio da própria existência...

Talvez no fundo eu não queira aceitar de verdade o que ocorre, o que sinto e pressinto, mas que se isso for algo necessário e que faça dessa pequena e breve existência útil , ainda que esquecível, que assim seja feito, por algo que há significado e certamente seja maior que qualquer construção que eu possa fazer de mim...

E prossigo em paz
sexta-feira, 6 de agosto de 2010

This Heart of Mine - Pain of Salvation





"I pledge to wake you with a smile
I pledge to hold you when you cry
I pledge to love you till I die
Till I die"


"I believe this heart of mine when it tells my eyes
That this is beauty
I believe this heart of mine when it tells my mind
That this is reason
I believe this heart of mine when it cries at time
That this is FOREVER"



Recomendações

Adicionei recentemente diversos blogs aqui do lado ---> ( blogs recomendados)
E nada mais justo que apresentar alguns deles. A maioria são de discussões rotineiras, mas nunca menos filosóficas, então vou expor aqueles que foram atualizados há pelo menos 1 mês:
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Galera do Blog


Guiado pelos estudantes de jornalismo das Faculdades Alves Faria (ALFA) aqui de Goiânia, expõe notícias que vão desde locais às internacionais, com temas sobre política, economia, curiosidade e lazer.

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Heart Shaped Life

Do Sr. Vitor Maia ou ainda Sinto – logo existo
Toco – logo derreto
Sonho – logo me perco
Beijo – logo palpito

A doce fumaça
Contorna
Suas formas
A doce ilusão
Contorna
Meus devaneios"

(Trecho de 'Na Companhia da Noite' de Vitor Maia)
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Desafios na Terra de Santa Cruz- Projeto Pindorama

Da autoria do estudante da PUC-MG, Rafael, o blog do Projeto Pindorama fala sobre um "Projeto do MOD do jogo neverwinter nights utilizando uma tematica brasileira".
Lá vc pode conferir passo a passo o trabalho do game designer.

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Meu Olhar Através de Um Câmera!

Blog que trabalha com imagens divertidas e do dia-a-dia da fotógrafa/jornalista Flávia Cristina que também é participante da equipe da Galera do Blog, acompanhadas de matérias feitas pela própria. Vale a pena conferir!

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Mentes Desfiguradas

Blog de André Caçapava, estudante de Filosofia tem como descrição "
O objetivo desse blog é não ter objetivo!", mas pelo que está postado, prepare-se para a exposição e debate de assuntos polêmicos. ATENÇÃO: conteúdo agressivo para moralistas

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Recomendo Filmes

Blog feito por cinéfilos e para cinéfilos, lá vc encontra desde crítica à notícias mais recentes sobre filmes de todos os tipos. É um blog para ler, comentar e seguir.

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Marcus Lazaro
e Quantos Dias Para Ver 500 Filmes?

São blogs guiados por um mesmo autor, Marcus Lázaro Coutinho a.k.a Marcus Shikamaru, ele que também faz parte da equipe do Recomendo Filmes, faz do primeiro blog seu diário pessoal com opiniões e trabalhos desenvolvidos por ele. O segundo blog é desafio digno de um cinéfilo extremo: em quantos dias ele conseguirá ver 500 filmes? Nele você encontra crítica de cada filme assistido nesses X dias.... quantos dias hein? Apostei em 213...façam suas apostas!

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Burp

Um Blog que parece ter nascido da ociosidade de Chiyoko Gonçalves, traz discussões cotidianas, um diário que também fere a moralidade de alguns, mas diverte muitos. Seja sobre um assunto polêmico seja sobre o barzinho da esquina , lá está Chiyoko e seu humor ácido. Vale a clicada!

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Blog da Deda

Blog de Andressa Franca, ou simplesmete Deda, discute sobre diversos temas pessoais e impessoais: questões sobre identidade, notícias sobre publicidade e ainda posts que fazem o coraçãozinho de qualquer um palpitar. Dá-lhe Deda!

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Karine Oliveira


Outra estudante de filosofia cheia de idéias pra expor...é a nova blogueira da web que chegou com tudo. Ela é autora de um dos blogs com que eu mais me identifiquei, primeiro pelo seu jeito metafórico de escrever e segundo pelas questões abordadas. Bons temas e boa escrita, receita perfeita para um blog de sucesso, vale muito conferir!
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E aqui encerro a lista de blogs mais atualizados que estão nas minha recomendações. Acesse também os outros links de recomendações e outro blogs que estão de férias há mais de um mês ( não menos bons). Se você também tem uma sugestão de blog, me envie o link, que com muito prazer vou acompanhá-lo ( se for bom claro xD~)

Despeço-me
segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Campanha #Blitzingyn

Eu e @karineoliveiraa começamos essa semana com ajuda de amigos a Campanha Blitz In Gyn para tentar trazer o grupo Blitz para tocar em Goiânia.
Tudo que pedimos é que nos ajude por favor, entrando na comunidade do orkut ou no grupo do Facebook, além de popularizar a tag #Blitzingyn no Twitter.

"@karineoliveiraa temos q bolar um plano Blitz GYN! Aceitamos idéias irrecusáveis!" (Retirado do twitter de @evandromesquita)


Basta encontrarmos agora uma boa alma que nos ajude com as idéias! ^-^
Para finalizar um clássico da banda símbolo do rock nacional 80tão e seu novo sucesso do Skute Blitz





Acompanhe também a Twitradio Radioatividade

Abç


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tiziano Ferro - Imbranato

Esse post me deixou um tanto apaixonada... e apesar do meu gosto musical ser mais eclético, vou me limitar só a mensagem....

Em relação à relação

Disse no post do vídeo de Beirut que iria adotar o tema que o Marcus tinha me falado: sobre a proibição de homossexuais doarem sangue. Mas tive uma discussão bem produtiva essa tarde que me rendeu mais um tema de "achismo pessoal" e mais uma vez permeiando minha eterna dúvida - relacionamentos.

O Início.

Sou grande fã da idéia de Gikovate sobre a nossa necessidade de se unir e quando unido a necessidade de ser solteiro, pelas privações sofridas. No momento de união porém já fica subentendido todos os encargos sociais que a relação a dois acarretam, não significa o enclausuramento de ambos, mas definitivamente, não é possível continuar sobre o jugo dos conceitos de solterisse, bem como, uma vez solteiro, sofre-se as consequências de se sentir sempre só, em sentido mais sentimental que físico, ainda que o solteiro preserve algum tipo de relação instável.

O Meio.

Por experiência própria, observo que a relação ideal deve ter o fator respeito como base, e não se limitar apenas as questões físicas ( ou química), deve haver sinceridade, uma vez que ainda assim cada um deve ter seu espaço privado para conservar seu passado, seus segredos, ou aquilo que não é conveniente ser colocado em questão.
Deve haver alguns acordos justamente pelas vantagens e desvantagens que citei anteriormente. Para prosseguir é necessário muito carinho, paciência, cumplicidade, companheirismo, saber a hora de falar sério e a hora da diversão.

O Fim.
O fim é o que é, o fim! Simples e sucinto, sobretudo se o término veio acompanhado com mágoa, falta de respeito, falta de carinho, falta de cumplicidade e todos os elementos que garantem uma boa relação. Traição (a você mesmo, realmente não acredito que alguém traia outra antes dele mesmo), violência, humilhação, manipulação (considerando esta o mesmo sentido imundo de utilitarismo) são todos elementos que destroem mais que uma relação, mas o sentimento base de qualquer relação.
Quando o fim chega não há volta digna, sobretudo se há mágoa de qualquer uma das partes, o tempo não volta e todos mudam a todo segundo, nem você nem seu(a) ex são os mesmos, se houve incompatibilidade, esta perdura, e segue cada um com seu caminho, ninguém vive de lembranças (excetuando meu caros colegas historiadores - piadinha infame).

O Grande Inimigo
Sempre há um grande inimigo nas relações : o ciúme. Esse maldito verme uma vez nas nossas entranhas se instala entre a garganta e o coração, ataca em conjunto com a imaginação auto-sabotadora de felicidade e causa efeitos como uma sensação de choro e solidão. Particularmente conheço-o muito bem há alguns anos, e tenho lá os meus motivos de não arrumar qualquer desculpa para não justificá-lo, na verdade penso que todos nascemos com esse verme, e não há auto-confiança do mundo que possa garantir que amanhã seu amado(a) não se encantará com outra pessoa que supra necessidades que você não é capaz de suprir.
Esse bicho parece acordar com o erro humano da jogatina de sedução, uma grande maioria dos enamorados utilizam tal como massagem de seu ego, o que é bem perigoso pois os extremos dos sintomas vão do fim de qualquer sentimento ao crime passional. Quanto a ciúme é possível escutar as seguintes frases:

- "Confio no meu taco" - não, você não é um taco e ninguém é bola, somos humanos e devemos ser tratados como tal.

- "Não tenho ciúmes" ou vc é muito jovem, imaturo e sortudo (tudo isso junto), ou vc está mentindo, ou tem outro pretendente/estepe/caso/affair ou é um psicopata.

- "Sei que sou melhor que fulano-de-tal" porra nenhuma, ninguém é melhor que ninguém sobretudo quando a questão é coração, essa frase pode gerar um longo post com teses que mostram que ninguém é melhor ou pior que o outro

- "Ele(a) é meu!""...borboletas sempre voltam e o seu jardim sou eu..." queridinha(o), fofinha(o) não somos objetos, somos indivíviduos e efetuamos escolhas, se ele(a) não te quer ZIVUDÊU, não te quer, sem entrelinha ou mensagens subliminares; e essa música do Victor e Léo, acredite, é muito brega.


SESSÃO AUTO-AJUDA

"O passado existe quando se está infeliz."

"O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto."

"O passado é lição para refletir, não para repetir."

"Viver no passado é uma ocupação tola e solitária;
olhar para trás tensiona os músculos do pescoço,
e faz com que você se encontre com pessoas que não
estão no seu caminho."
( Edna Ferber )

Bola pra frente, galerinha, deixa o que é História para nós historiadores!
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Música (2/2) Wonderlust King - Gogol Bordello

Tanto de Beirut quanto de Gogol peguei as músicas mais famosas, mas vale a pena escutar todas as outras também....




Wonderlust King
Gogol Bordello
Composição: Eugene Hutz

Back in the day, yo as we learned
A man was not considered to be
Considered to be fully grown
Has he not gone beyond the hills
Has he not crossed the seven seas
Yeah, seven seas at least
Now all them jokers kept around
Just like the scarecrows in hometown
Yeah, scarecrows in hometown
From screen to screen they're travelling
But I'm a wonderlust king
I stay on the run
Let me out
Let me be gone
In the world beat-up road sign
I saw new history of time
New history of -
Through Siberian woods
Breaking up their neck
Yeah, breaking up their neck
Chinese moving in, building discoteques
Yeah, building discoteques
Tran-Siberian sex toys and whatnot
Yeah, why not?
Well, at least it's something different
From what they got in every other airport
Je ne Jevrei, no koje-chto pohozhe
Sovrat ne dast ni Yura ni Seryozha!
Simply because I'm not a total gadjo
Da ja shut, ja cirkach, nu tak chto-zhe?
I travelled the world looking for understanding
Of the times that we live in
Hunting and gathering firsthand information
Challenging definitions of sin
I travelled the world looking for lovers
Of the ultimate beauty
But never settling in...
I am a wonderlust king
I stay on the run
Let me out
Let me gone
In the world's beat-up road sign
I saw new history of time
New history of-
And presidents
And billionaires
And generals
They'll never know
They'll never know
What I have owned
What I have owned...
I am a wonderlust king.

Música (1/2) - Elephant Gun - Beirut

O Marcus me propôs um tema interessante para trabalhar aqui no blog, mas preciso de mais tempo de reflexão, pra não sair escrevendo qualquer abobrinha. Até lá vou postar duas músicas de ritmos alternativos, lá vai a primeira. Abçs





Elephant Gun - Beirut
Composição: Ryan Condon; Zach Condon

If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight
Far from home, elephant gun
Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around
Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down
Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all
That I hide



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mágico, O Teatro



De Ontem em Diante...

...serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem

(De Ontem em Diante - O Teatro Mágico)






domingo, 4 de julho de 2010

O Pulso - Titãs

Postagem para atualização – Pensando…

   

300_vitruvian_man

    Mais uma postagem para me lembrar, e lembrar ocasionalmente à leitores que passam por aqui, que este blog ainda existe. As desculpas cabíveis ao abondono, no entanto, não se limitam mais uma vez ao tédio ou simplesmente preguiça, ou ainda à falta de internet, já que tenho alguma disponível gentilmente cedida. Na verdade, é melhor não arranjar qualquer desculpa, basta propor algum tema…

   Vou me voltar para essa problemática de querer obter posse do conhecimento, como já não é segredo, sou pessoalmente, profissionalmente e outros “entes” desejosa de obter todo conhecimento seja qual for e seja de onde partir, mas a curiosidade e a busca que te levam a tal podem ser extremamente danosos visto que nem sempre se está preparado para observar e admitir a “verdade” ( e esta sempre relativa)

    Já se dizia “a ignorância é uma benção” e de fato, ela não te desespera, não te angustia e não obriga vc a desconstruir e reconstruir sua realidade e identidade todos os dias. Diz-se também “pensar dói” e mais que isso pensar mata… mata todos seus conceitos e refaz seus preconceitos, pensar incomoda, mas porque se tão negativo se faz necessário?

    Não pensar faz de um indivíduo um ser passivo durante a vida, um espectador e não ator da sua história, são indivíduos assim que esperam que o destino sempre nas mãos de um bom deus ( minúsculo pois não se refere apenas à entidade cristã) se encarregue de seu início, meio e fim. Agora colocando uma posição bem pessoal, se existe um Deus quero que ele se orgulhe vendo que agi, fiz e aconteci com o presente de vida que ele me deu.

    Voltando… pensar te obriga a tomar as rédeas de sua vida e agir, porque não agir incomoda o ser pensante, que vê soluções e novas construções em diversos caminhos e escolhas. A tendência da atualidade é justamente ser passivo, colocar sua vida na mão das mais diversas instituições que não se limitam só à religião, ms também às bolsas-esmolas  e toda essa babaquice assistencialista…

     Agora…se continua confortável em sua caverna e este post em nada te incomodou , permaneça aí mesmo, sem pensar… caso contrário, o debate está aberto, seu comentário é bem vindo.

 

Despeço-me

PS.: O Homem Vitruviano de Da Vinci me remete à idéia de “mente controla corpo”, alguma ligação? Talvez sim, talvez não.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

LISPECTOR, Clarice. THE VERVE


Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector


Póstumo

Um mês sem postar, um mês me encontrando pra colocar aqui qual é esse caminho, mas não obtive tanto sucesso, me achei de maneira inesperada e desesperada, me agarrei ao pouco de conceito que ainda possuo. Porém, mais uma vez não escrevo aqui em plenitude, culpo meus questionamentos e minha insanidade de acreditar de forma tola que pode haver alguma harmonia e paz em mim...
Agora já não quero essa paz, não que não a queira, mas por não ser desejada por ela quero sucumbir nessa eterna guerra identitária, mudar meu discurso segundo a conveniência, voltar a ser uma metamorfose ambulante... me pergunto como deixei de sê-la.
Quero ser o frio e o calor, a dor e a tranquilidade, a alegria e o desespero, o tudo e o nada. Quero ser meu maior inimigo para que esses que, de alguma forma se opõe a mim, não possam me ferir mais do que eu feriria a mim mesma... quero me matar para lembrar que possuo vida, mas acima de tudo permanecer com esse pouco conceito, essa essência que se quer ( ou seria sequer?) posso definir, mas que sem dúvidas sinto claramente...


Em homenagem póstuma ao grande Saramago que marcou minha vida quando entrei no curso de jornalismo, ele e seu "ensaio sobre a cegueira" cito:

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos." José Saramago (*1922 +2010)


Que nós possamos nos livrar dessa cegueira também.

Despeço-me
segunda-feira, 26 de abril de 2010

Conteúdo Pessoal

 

Eu deveria escrever aqui, tenho tido boas idéias de post que vão desde religião à formação de identidade. Tenho várias novidades boas, e está tudo quase perfeito, exceto pela eterna angústia, nada alivia meu medo.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Da solidão crônica

Como disse no outro post , esse aqui vai falar de solidão, da minha e da sua, e a do seu vizinho e todos que de alguma forma você conhece. Vou ser breve: todos estão sós. Ainda que você não queira enxergar isso ou ainda que seu coleguinha aí do lado diga " não é verdade, estou com você", acredite, isso é uma tentativa para te consolar, já que nem ele mesmo sabe se estará vivo daqui 3, 2,1... segundos.
O fato é que por morte ou por qualquer outra circunstância adversa os indivíduos que te rodeiam irão se afastar e chegar ao ponto de não te reconhecerem na rua, você mesmo faz isso com várias pessoas... maldade? Não, mas como tudo é mutável, nossos grupos sociais também mudam.
Voltando na questão morte, quem você acha que vai morrer com você? Só você mesmo, independente se acredita que tem vida pós-morte* ou não, a única certeza é que você irá e mesmo que tenha alguém segurando sua mão, ele não atravessará qualquer etapa com você.
Esse post complementa o outro no sentido de que há questões que só você na sua solidão pode responder, não porque vc é orgulhoso quando o faz, ou ainda auto-suficiente, mas não se pode depender de outras pessoas visto que hora ou outra essa dependência deve-se romper.

Vou parar por aqui

Análise do método

Hoje estou fazendo algo inédito quanto a minha eterna auto-análise. Se trata da análise do próprio método de auto-análise, complicado? Não, apenas pode causar angústia e insônia por tempo indeterminado.
Me sinto em um estado bem peculiar quando penso ( sensação de um estado elevado das percepções), digo o pensar que machuca, e como procuro analisar a sociedade diante de dos métodos ( primeiro de apartamento meu do social e quase da totalidade cultural e segundo de despimento e análise dessas vestes sociais), parei para refletir sobre essas própria maneiras de se obter uma resposta razoavelmente agradável às diversas questões sociais que permeiam o dia-a-dia.
Não sei se isso há nome ou ciência, mas pelo que vejo, mesmo alcançando uma análise relativamente satisfatória, estas de nada têm me servido factualmente. Li em algum lugar que o indivíduo deve se preocupar mais em ser o que diz do que dizer o que é, e não tenho alcançado esse patamar, na verdade sequer tinha parado para rever o resultado das minhas reflexões nos meus atos.
Em suma, esse questionamento de método como um todo têm me causado arrepios além dos arrepios costumeiros. Agora só não destruo e reconstruo uma nova visão, como lido com o que sempre valorizei em mim e nos outros: a essência. Por enquanto, tudo perdeu seu significado, desde as relações sociais aos objetos mais banais, e o mais estranho de tudo isso é que esse próprio post não possui qualquer objetivo além do registro. Quero poder sempre lembrar que como qualquer verdade, meus métodos também devem ser modificados e quem sabe talvez eu esteja nesse momento perdendo meu passado e a essência de tudo que um dia fui, ou ainda, só me desfazendo dos resquícios.
Há um ser? Um estar? Um fazer? O que de fato possui validade? O que você sente? Ou o que você toca? Nossos sentidos, nossa mente, nosso organismo são traidores, não se pode confiar, na verdade ( que verdade?) não existe confiança, esperança, ou qualquer outro conceito de tal natureza, são produções de mentes que têm que ter ao que se agarrar, ao que se prender, ao que significar.
Nada e ninguém significa se não lhe atribuem significado, somos símbolos e símbolos não nascem como uma interpretação única, à ele se atribui significados todos igualmente verdadeiros... mas o que é verdade? Seria redundante voltar a discutir esse conceito, mas já adianto que não existe verdade também. Mas de onde nasce essa tamanha necessidade humana de atribuir significado a tudo ao seu redor e a ele próprio?
Não consigo acreditar em qualquer missão para super-humanos em um planeta grão-de-areia-do-universo. Chegamos aqui sós e saímos daqui sós, sem saber o por quê e sem querer sabê-lo. E por falar em solidão, não há por que você tentar se convencer do contrário, mas deixemos esse assunto para outro post.

Quer entender esse post? Pratique a auto-reflexão.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Linger - The Cranberries



Se você, Se você pudesse voltar
Não deixe queimar, Não deixe desaparecer
Tenho certeza de que não estou sendo rude
Mas é apenas sua atitude
Que está acabando comigo
Está arruinando todo dia
Eu jurei, Eu jurei que seria verdadeira
E, querido, você também jurou
Então por que você estava segurando a mão dela?
É assim que ficamos?
Você estava mentindo o tempo todo?
Foi só um jogo para você?

Mas eu estou tão envolvida
Você sabe o quanto sou uma tola por você
Você me tem atada entre seus dedos
Você tem que deixar isso continuar?
Você tem que deixar. Você tem que deixar
Você tem que deixar isso continuar?


Oh, eu pensei tudo de você
Achei que nada pudesse dar errado
Mas eu estava errada
Eu estava errada
Se você, Se você pudesse dar um jeito
De tentar não mentir
As coisas não seriam tão confusas
E eu não me sentiria tão usada
Mas você sempre soube
que eu gostaria de estar com você!

Mas eu estou tão envolvida
Você sabe o quanto sou uma tola por você
Você me tem atada entre seus dedos
Você tem que deixar isso continuar?
Você tem que deixar. Você tem que deixar
Você tem que deixar isso continuar?

Mas eu estou tão envolvida
Você sabe o quanto sou uma tola por você
Você me tem atada entre seus dedos
Você tem que deixar isso continuar?
Você tem que deixar. Você tem que deixar
Você tem que deixar isso continuar?

Você sabe o quanto sou uma tola por você
Você me tem atada entre seus dedos
Você tem que deixar isso continuar?
Você tem que deixar. Você tem que deixar
Você tem que deixar isso continuar?

O Contrato Social - Jean-Jacques Rousseau

Quem me conhece sabe do meu amor por línguas estrangeiras com o francês e latim, lendo O Contrato Social notei algumas frases em latim bem pertinentes. Quando terminá-lo vou colocar pensamentos do autor que sejam relevantes aqui também.


Anotações em Latim de "O Contrato Social" de Rousseau:

Pg.82
" Malo periculosam libertatem quam quietum servitium"
(É preferível uma liberdade agitada a uma servidão tranquila)

pg.88
"Nam utilissimus idem ac brevissimus bonarum malarunque rerum delectus,cogitare quid aut nolueris sub alio Principe aut volueris"
(O meio mais cômodo e mais rápido de discernir o bem do mal é perguntar-te o que terias ou não terias desejado se um outro, que não tu, tivesse sido rei.)

pg.97
"Idque apud imperitos humanitas vocabatur, cum pars servitutis esset"
(Os tolos chamavam de humanidade o que já era um começo de servidão)

pg.97
"Ubi solitudinem faciunt, pacem appelant"
(Fazem a solidão e chamam isso de paz)

Bibliografia:
ROUSSEAU, Jean -Jacques. O Contrato Social ; [Apresentação de João Carlos Brum Torres; tradução Paulo Neves] - Porto Alegre, RS: L&PM,2009.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Catedral - Zélia Duncan/ Pra Rua Me Levar - Ana Carolina e Seu Jorge

Dois clássicos MPBísticos, a primeira, uma música que nunca saiu da minha cabeça, desde a infância ela faz parte do meu sonho frustrado de tocar violão e a segunda que é sem dúvidas uma das músicas mais ligadas a mim em qualquer momento.
Abçs





terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

D

Deletar o Orkut é a mesma sensação que terminar um relacionamento. Ira e arrependimento são comuns mas não prevalecem com o uso da racionalidade. Como podem notar deletei também meu Twitter ( a falta deste é mais difícil de lidar), ambos por motivos pessoais.

Embora não goste de exibir minha vida pessoal ( o que vai de choque com este post) devo confessar o motivo da mudança...

Baseado no sentimento de ciúmes, que, embora, na maioria das vezes parta da premissa de que um considera-se posse do outro (o que não foi o caso - visto que não considero uma "traição"* como carnal, mas algum sentimento que possa surgir por outra pessoa, sobrepujando assim nossa relação) resolvi tapar os olhos, para freiar a imaginação auto-sabotadora de sempre e conseguir me manter mais racional diante de circunstâncias amorosas, sem que prejudique a liberdade do outro.

O fato que não saiu como planejado, é como se de modo indireto houvesse alguma cobrança implícita, e ainda que esse não fosse o objetivo, o fato tem me incomodado desde a noite de ontem. Estou agindo para evitar frustrações anteriores, tentando ser clara, objetiva e sincera, mas estou começando a analisar qualquer subjetividade que meus atos carregam e não vejo realmente nada que eu possa fazer quanto a isso.

Possivelmente, a pessoa a quem eu remeteria esse post não vai lê-lo, o que não me impede de manter tentativas a respeito de me explicar e pedir desculpas sobre qualquer interpretação não-planejada dos meus atos. Mas se puder ler tudo isso dedico-lhe:

" Sinto muito se o que pareceu é que quero lhe tirar a liberdade. Não pretendo jamais mudar seu jeito de ser, seus amigos, seus gostos. Ciúmes é problemático, mas não pretendo lhe afetar tanto assim, afinal isso é um defeito meu, e não relacional. O que eu quero no fundo é só significar pra vc o que tem significado pra mim, e erroneamente algumas vezes me comparo ao que seria um modelo de perfeição sob sua visão. Estou tentando entender que isso talvez não afete o que sente, mas minha mente persiste em me auto-sabotar, vou precisar de algum tempo de análise, entenda isso com um duelo civil entre meu lado racional e emocional, eu vou ficar bem no fim das contas"

"What a fool...
I don't know 'bout tomorrow...
What it's like to be.
Ah~
I was sure,
Couldn't let myself to go.
Even though I feel..."


Fico devendo um post menos pessoal pra vcs.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Monte Castelo

Me sinto sempre a beira de uma depressão iminente sem motivos claros. Devido à essas crises, normalmente me vêm algum tema em mente para discutir, no entanto esse post não surgiu simplesmente de um sonho ou de uma iluminação repentina, mas de um outro post ( que complementado por uma civilizada discussão via MSN) me faz querer mais uma vez discutir a questão de relacionamentos, mais claramente, o amor. Desta vez vou colocar dados frutos de observação, deixando de lado os conceitos de Flávio Gikovate, outrora discutido.

Primeiramente o post do blog que me inspirou: "O que é o amor?[+ValentinesDay]" por Jean Matsunaga

O que o amor não é: sentimento de possessão, um jogo de cartas em que se utiliza blefes, não é único e exclusivo, esquecível, enjoativo ou baseado em sorrisos e beijos falsos.
Amor tem que ser espontâneo, onde dois são cúmplices e sinceros, que não exija provas e nem que um se alegre com a tristeza do outro. Amor é liberdade, é lealdade, carinho, compreensão, atenção, cuidados, é saber que mesmo em qualquer adversidade não se pode estar só, pois não se divide só a companhia como também se divide a alma e o coração.
Quem ama conversa e se preocupa, conforta quando o outro chora e aconselha quando o outro está errado. Nasce de uma relação nobre, paciente e não pode se focar no medo da decepção. Ainda assim é mais fácil definir do que conhecê-lo de verdade, mas se quer saber o que é amor, não digite no Google, permita-se senti-lo...



Clichê, mas válido:

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O Retorno 10.0

Internet voltou, inspiração também, mas a falta de disposição ( lê-se preguiça) persiste nesses últimos momentos de férias. Ainda com metade de dois livros para terminar de ler : O Contrato Social- Rousseau;Manisfesto do Partido Comunista - Marx e Engels,;só consigo pensar nas responsabilidades de upar minha personagem em WoW e aproveitar a nova internet de 10 Mb ( de mais uma campanha "Morra de Inveja"). No mais, bem obrigada, prossigo em algo que eu determinei de sonho terreno, não que seja ilusório, mas é extremamente pleno e confortável, se finda aqui as angústias?
Para não deixá-los saudosos vou deixar uma música que não sai da minha cabeça ( além do maldito "canarinho prisioneiro" e "fuscão preto") Wander de Kamelot. Enjoy It





Vagar

Eu me recordo de uma noite de verão
No mês de Junho
Flores em cabelos da cor de mogno
E cheiro de terra em florescência
Apenas uma melodia assim
chega sem um som
Mais do que ligeiramente ouvida por aqueles
Que sabem o que eles encontraram Alinhar ao centro
Agora é apenas uma recordação

Silenciosamente nós vagamos
Dentro deste vazio de conseqüência
Minha sombra sempre irá assombrá-la
Mas ela será minha luz guia

Silenciosamente nós vagamos
Em busca da verdade e confiança
Tantas esperanças nós perdemos aqui
Pelo caminho da aurora ao anoitecer

Encontre-me junto ao poço dos desejos
No manto da lua
Sussurre suavemente para mim
Que eu logo a verei
Cante aquela canção de tempos atrás
Então eu me recordarei de você
Flores em cabelos da cor do mogno
E dias alegres em Junho
Memoráveis

Das cinzas nós nascemos
Em silêncio nos unimos
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Recebi por e-mail de uma amiga:

Por Arnaldo Jabor - Relacionamentos


Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como
tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:'- Ah, terminei o
namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é.. não deu certo...'Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que
acabou. E o bom da vida, é que você pôde ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se
somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você
mesmo, como cobrar cem por cento do outro?E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.Pele é um
bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com
mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona..
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não
bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.Se ele ou ela não
te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema
dela, cabe a você esperar... ou não. Existe gente que precisa da ausência
para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela
volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?O legal é
alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém
por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso
pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira
impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.Tem gente que pula de um
romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria
companhia? Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio,
frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um
outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é
gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra afinal você não é terapeuta. Se não quer
se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não
temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem
todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... ou se
apaixonar... ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ???

Como estou sem net e consequentemente sem qualquer inspiração, devo ficar off por mais alguns dias/meses/anos/séculos, qualquer comentário, dúvida ou sugestão remeta a : historia.ma@gmail.com . Grata

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Estranheza

Primeiro, devo comentar sobre um trecho do meu blog com o qual eu e o Brentano conversamos ontem. O que eu coloco sobre ajuda o Haiti sem dó mas com coração se refere à ajuda permanente, não só ao Haiti quanto a qualquer outro país ou pessoa em dificuldade. Quando se findar poucos meses logo o país será esquecido novamente, e apesar de agora precisarem de comida e roupa, hora ou outra, necessitarão de uma verdadeira infraestrutura, mas ao agir com dó não refletimos, é um sentimento imediato e extremamente depreciativo. O correto na minha colocação seria dizer agir com razão, mas por medo de isso parecer muito 'frio e calculista' substituí por coração ( que devo concordar que se trata de uma colocação errônea).

Terminado as ratificações, devo registrar aqui mais uma preocupação, de cunho pessoal e mais uma vez relacionado à identidade. Começo a me preocupar seriamente com a montagem da minha personalidade sob a visão do "outro", enquanto que alguns tentam determinar meu modo de pensar e agir, o que vem corriqueiramente acompanhado com uma certa fobia aos meus atos, outros fazem de tudo para dar um crtl+c crtl+v acreditando que a minha vida é agradável, devido a minha performance aceitável.

O fato é que em primeiro, mudo sim pelas pessoas não me importo de admitir isso de forma alguma, pior seria viver com a Síndrome de Gabriela-Cravo-E-Canela achando que nada jamais me afetaria. Mas não espere que eu mude minha essência, essa sim é o que me faz m.a.s.s. ser m.a.s.s. e a defendo com unhas e dentes. A maioria das pessoas não conhecem essa parte de mim, bem como não conheço quase ninguém dessa maneira, e os copiadores acabam se enganando e forjando um quimera. Não sou otimista, feliz e 'bobalegre' o tempo todo, não faço tudo o que eu amo, nem consigo tudo o que quero então não coloque na sua mente doentia um fantasia mal-feita minha ou de qualquer outra pessoa, construa suas próprias máscaras, medos e desejos e pare de tentar ler o que eu penso e me interpretar, preocupe-se com a sua postura.
Ficou bem óbvio nesse parágrafo, caros leitores, que esta mensagem se destina a algum indivíduo-imitador, caso encontre uma m.a.s.s. exija a identidade. Peço desculpas àqueles que nada têm a ver com isso e espero que aqueles que também se inspiram demasiadamente , endeusando qualquer outro indivíduo, tomem isso por reflexão.
No mais, me despeço.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Esclarecimento

Certo dessa vez não há uma desculpa tão cabível para a demora de escrever algo aqui, que tal uma desculpa que serve para os posts posteriores e já atrasados adiantadamente?! FALTA DE INSPIRAÇÃO , sobretudo considerando que diversos fatores pessoais e acadêmicos influenciam no meu processo de emburrecimento ou... ou o contrário disso ( que não significa a genialidade).
Desde o ano passado há uma pergunta que me tirou o sono por algumas vezes. Um colega, amigo e jovem que respeito e admiro, sobretudo, por sua inteligência além-academia, me perguntou "Senhorita M.A.S.S
Na sua opinião o que é esclarecimento?"
Aquela pergunta na minha página de recados me deixou um tanto confusa, primeiro porque o texto sobre esclarecimento do Kant já tinha sido trabalhado na aula de Filosofia, mas eu não conseguia me explicar naquilo e vi que me faltava mais que o conceito de esclarecimento... me faltava o próprio esclarecimento.

Segundo Kant o esclarecimento "é a saída do homem da sua incapacidade de fazer o uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo", o que ele chama de menoridade, e ainda " não é a falta de entendimento, mas a falta de coragem de servir-se de si mesmo" que se dá por preguiça ou covardia.
O fato é que vivemos nessa Era Pseudo-intelectual em que não somos mais que escravos e copiadores de idéias. Na própria academia não existe o incentivo à produção de conhecimento, mas apenas se concentra na reflexão de outros pensadores e repreendem aqueles que surgem com novos conceitos.
Seguimos assim nessa passividade, acreditando ser tudo um sistema comum, estes em grande parte se concentram apenas na obtenção de um título e um papel digitado que certifica que sua contribuição para a sociedade é digna de uma alta compensação financeira, ou ainda, fazem desses títulos os massageadores de seu ego e adubos de sua arrogância. Analisando agora um grupo além de faculdade e universidade, aquela que chamamos de massa torna o diagnóstico ainda mais massacrante, ainda que haja um falso conceito de liberdade de pensamento, essa "massa" têm preguiça de pensar, se acomodam em frente seus objetos amados de alienação, e fazem disso seu lazer, passatempo, seu modo de esvaziar a cabeça que já está vazia.
Citei, então, a falsa liberdade, porque não há de fato uma liberdade, mesmo que essa frase faça mais sentido em tempos de ditadura o conceito continua atual, não há uma verdadeira liberdade, vivemos em uma ditadura disfarçada em que assuntos de importância são facilmente relevados por notícias catastróficas. Certo, certo... vamos mandar ajuda ao Haiti, mas vamos também assumir aqui a responsabilidade que existe com nosso povo, agir com menos dó e com mais coração.
O texto de Kant faz um questionamento sobre as leis que são capazes de ferir a liberdade, em contramão acredito que algumas colaboram, mas não pretendo aprofundar tanto nesse fato. Pelo contrário chega aqui a minha auto-análise e confesso que antes de escrever esse parágrafo acreditei ser totalmente sem esclarecimento, fazendo apenas uma síntese do texto, mas discordo diversas vezes de Kant, principalmente quando ele afirma que "vivemos em uma época de esclarecimento". Acredito que esclarecimento maior tivemos na Idade Média em que pensadores, mesmo privados de sua liberdade, organizaram conceitos consideráveis, ou na Ditadura Militar em que vários deram suas vidas pelo o que acreditavam, e nós aqui embasbacados sem agir. Talvez devessemos ser privados da liberdade para buscá-la e assim não aceitar que nos "mimem" intectualmente.


(PS.: Não sei se quer a que ponto chega meu esclarecimento, mas se o fato de ter consciência disso me ajuda, talvez lhe ajude tb)

Abçs