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Do discurso (M)E(u)gocêntrico

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Chegou o dia, esperado dia, que, mesmo após dois anos de de persistência, chegou o dia que desisti de desistir de mim.

   Na verdade não se trata de um dia que eu olhei no espelho, de cabelo novo, e pensei: velho, até que sou gata! Foi um processo de aceitar minhas loucuras irremediáveis, minhas angústias permanentes, frustrações e sonhos como parte de mim, parte daquilo que não preciso mudar, nem para me adaptar, nem para agradar, nem para ser aceita...aliás, se é para agradar, estou agradando a mim.
   Foi então que ao ME agradar eu descobri que ajudar os outros me faz sentir bem, que artes me fazem bem, que sorrir por (e fazer) piadas bobas me faz bem, por deixar meu coração perto do coração dos meus amigos me faz bem.
    Se a aparência externa ajudou? Ah mas é claro! Como qualquer pessoa adoro me olhar no espelho e me sentir desejável, mas nada foi mais importante que me abster de usar tantos remédios reguladores do sono, apetite, ansiedade e depressão... VEJA BEM, não digo que f…