Blog Archive

Perfil

Minha foto

Historiadora/Professora de História e para sempre estudante. 

Seguidores

sábado, 26 de dezembro de 2009

Crise de memória e Sexo x Amor

Prometi há alguns posts deixar aqui a questão "Sexo e Amor", mas estive tão envolvida com afazeres acadêmicos que acabei me esquecendo. Queria só que minha memória fosse um pouco mais falha, já passou da hora de formatá-la.

Direto ao ponto "sexo x amor", tudo que vou dizer aqui possui como base a leitura feita sobre o tema por Flávio Gikovate ( o mesmo autor do texto que me inspirou o post sobre os processos amorosos) e também sobre observações feitas durante a aula de Filosofia administrada pelo Profº Guimarães.

Foi muito discutido que sexo e amor são processos totalmente heterogêneos, não conseguem se misturar devido a diversos aspectos, por exemplo a finalidade. Ao que parece o "sexo" vai além do instinto humano da continuação da espécie, não me refiro à algo sobrenatural ou muito nobre, o ato sexual na verdade é a afirmação do indivíduo, é um ato muito mais individualista e de auto-afirmação, que de compartilhamento. É dito por Flávio Gikovate:

"...a sexualidade nos chega em franca associação com o início da constituição da nossa identidade, da consciência que somos seres desgarrados, únicos e sob a forma de um grande prazer, como algo imperdível..." ( pg.27)

Assim como Freud dizia, nossa sexualidade nasce no momento em que temos a noção da nossa individualidade o que se dá ao fim do primeiro ano de vida, a noção de uma criatura única e desgarrada da mãe, do prazer e até mesmo do auto-erotismo é algo biológico e se prende à excitação corporal.

Como visto anteriormente, considerando o conceito de "amor verdadeiro", se trata da vontade de se unir, de compartilhar, de se fundir o que faz deste processo totalmente inverso àquele. Em suma: Amor = compartilhamento; Sexo = Individualismo.
Isso explica a eterna insatisfação do homem nesse campo - enquanto solteiro surge a necessidade de se fundir, enquanto que compromissado surge o desejo de "liberdade" , de caça, do instinto de auto-afirmação.

A conclusão da discussão se resumiu no diagnóstico de que amor e sexo , são opostos e inconciliáveis, mas atropelando qualquer lado racional, minha face "menos racional" ( por assim dizer) insiste em se iludir com o ideal de que esses dois não são só opostos, mas também complemento. Para que isso ocorra , é necessário um nível alto de cumplicidade e sintonia, que possivelmente envolva algo muito além do que se pode tocar ...- a partir daqui me calo... esse Blog há de ser mais científico que de opinião pessoal.

Abç

Insônia

E na minha falta de inspiração e de sono, um poema de um dos escritores que mais li e mais gosto, Edgar Allan Poe.



O CORVO

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."

Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.

E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."

Minha alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.

Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."

Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."

No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."

Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."

Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

trad. Machado de Assis - 1883
Edgar Allan Poe
quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vazio

Agora com um novo blog no qual coloco os trabalhos acadêmicos fiquei imaginando o que poderia colocar aqui... vou continuar debates filosóficos, músicas e talvez até inclua algumas coisas pessoais. Como prometi o próximo post sobre Amor x Sexo está formulado, me falta apenas algumas revisões, assim que feitas coloco aqui.
Abraços

PS.: Até lá a música que encerra o segundo episódio da 6ª temporada de House. The Frames - Seven Day Mile








Your will changes everyday
It's a road you've come upon
I can't help you if you want to
Down here nothing gets a chance
It's a threat that's real enough
We can burn this bridge or stay here
It's a breeze everlasting like time
Making so sure that
I can return just to see it from your side again

Always never seems to work
It's a word you never learned
I don't really see a way clear
It's a sea ever churning in tides
In the sureness of time
And our words will repeat now forever again
Well this might take a while to figure out
So don't you rush it
And hold your head up high right through the doubt
'Cause it's just a matter of time
You've been running so fast
It's the seven day mile
Has you torn in-between here and running away

I don't have a choice in this
It's a road I've come upon
You can join us if you want to

Always never seems to work
It's a word we never learned
Time will be the judge of all here
This might take a while to figure out now
So don't you rush it
And hold you're head up high
Right through the doubt now
'Cause its just a matter of time
You've been running so fast
It's the seven day mile
Has you torn in-between here and running away
It's line you've been wanting
It's your time
It's the seven day mile
Has you torn in-between here and never again
Never again

And down here nothing gets chance
It's a world too big for us
Time will be the judge of all here
This might take a while to figure out now
So don't you rush it
And hold you're head up high
Right through the doubt now
'Cause its just a matter of time
You've been running so fast
It's the seven day mile
Has you torn in-between yeah and never again
Never again
sábado, 26 de setembro de 2009

Filosofando - Fenômenos Amorosos

Baseado no texto de Flávio Gikovate, " Afinal, o que é o amor?" do livro Ensaios Sobre o Amor e a Solidão. Texto trabalhado na aula de Filosofia da PUC -GO ministrada pelo professor Antônio Guimarães.

Antes de tudo é necessário esclarecer que ao falar de " fenômenos amorosos" nos referimos à desejo e à condição intra-uterina, em que ainda não há percepção de individualidade diferentemente do sexo, tema que será abordado no post seguinte. Existem diversos fenômenos amorosos, são eles : Enamoramento; Amor; Paixão; Amizade; + Amor ( que pode ser conceituado por " amor verdadeiro") e Solidariedade. Cabe esclarecer aqui apenas três processos.

Enamoramento: Trata-se do encanto, ou "amor a primeira vista" ele ocorre graças à necessidade que cada um têm de se completar com o outro, é o querer integrar-se e pode ou não estar ligado à um complexo de inferioridade. Essa fase dura pouco a medida que a individualidade do outro começa a se impor na relação.

Paixão: É o "acordar e dormir pensando em uma pessoa", trata-se de uma alteração química , estima-se que a fase dura de um ano e meio à dois anos , esse fenômeno é totalmente incompatível com o casamento.

+ Amor: Seu conceito mais puro está em relação à paz e a harmonia que este deve proporcionar, diferentemente do que as pessoas imaginam, ele está ligado à estabilidade e rotina. O outro indivíduo passa à contar pelo que de fato são ( sua individulidade é respeitada) e não pelo quem 'eu' quero que ele seja.

Algumas considerações:

- Creio que a paixão é a mais complicada de lidar, ela atrapalha atividades comuns e é confortante saber que o corpo não aguenta a descarga química por mais de 24 meses ( é quase aquele seu carnezinho das Casas Bahia).
- O Amor como fenômeno segundo os conceitos , é sem dúvidas o mais raro, imagino que ele logo se extinguirá visto que a tecnologia, o mercado modificou as relações sociais de tal forma que a individualidade do outro quer se sobrepor às demais.
- Enamoramento, contrário do amor, parece ser eterno e repetitivo já que essa sensação de incompletuda é intrínsica ao Ser.
- A amizade é o que mais se relaciona com o ideal de amor, visto que a individualidade ( defeitos e qualidades) são aceitas de forma harmoniosa desde que o alvo tenha um interesse comum ao seu.
- Solidariedade como fenômeno me é desconhecido, embora qualquer um de nós associemos a palavra à imagem de mãos dadas. Creio que não posso conceituá-la fielmente visto que também sou um subproduto dessa sociedade egoísta, individualista e em que ser "solidário" me remete à política de insenção de impostos de empresas e à uma grande hipocrisia à respeito da relação com o outro. Permitam-me portanto substituir tal por "peninha" no sentido mais perjorativo da palavra. Espero poder conceituá-la fielmente ainda em vida.

Próximo post: Amor x Sexo
sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Vertigo - U2

E uma internacional para finalizar...




Vertigo - U2

Composição: Adam Clayton / Bono Vox / Larry Mullen Jr. / The Edge

Uno dos tres catorce!

Lights go down, it's dark
The jungle is your head
Can't rule your heart
A feeling is so much stronger than
A thought
Your eyes are wide
And though your soul
It can't be bought
Your mind can wander

Hello hello, (hola!)
I'm at a place called Vertigo (Donde estás?)
It's everything I wish I didn't know
Except you give me something I can feel, feel

The night is full of holes
As bullets rip the sky
Of ink with gold
They twinkle as the
Boys play rock and roll
They know they can't dance
At least they know....

I can't stand the beats
I'm asking for the cheque
The girl with crimson nails
Has Jesus round her neck
Swinging to the music
Swinging to the music
Oh oh oh oh

Hello hello (Hola!)
I'm at a place called Vertigo (Donde estás?)
It's everything I wish I didn't know
But you give me something I can feel, feel

Check mated
Hours of fun
Show meaning!

All of this, all this can be yours
All of this, all this can be yours

All of this, all this can be yours
Just give me what I want and no-one gets hurt....

Hello hello
We're at a place called Vertigo
Lights go down and all I know
Is that you give me something

I can feel your love teaching me how
Your love is teaching me how, how to kneel...

Yeah yeah yeah yeah

Giz - Legião Urbana

Mais música nacional para comemorar o primeiro final de semana pós-férias,ou até que surja algo mais útil.



Giz - Legião
Composição: Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz

Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem... (2x)
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo:
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei

(Quando quero....
Quando quero...
Quando quero...
Eu rabisco o sol que a chuva apagou...
Acho que estou gostando de alguém...)

Lágrimas e chuva - Leoni

Não é de hoje que sou apreciadora das músicas do Leoni, o principal compositor das músicas de bandas como Kid Abelha, apesar da minha preferida ser "Quem além de você?" que apareceu no meu computador de modo mágico, a escolhida da vez é "Lágrimas e chuva" (participação de Léo Jaime) :





Eu perco o sono e choro
Sei que quase desespero
Mas não sei porque
A noite é muito longa
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer
Será que alguma coisa nisso tudo faz sentido?
A vida é sempre um risco
Eu tenho medo do perigo
Lágrimas e chuva molham o vidro da janela
Mas ninguém me vê
O mundo é muito injusto
Eu dou plantão dos meus problemas
Que eu quero esquecer
Será que existe alguém
Ou algum motivo importante
Que justifique a vida
Ou pelo menos esse instante
Eu vou contando as horas
E fico ouvindo passos
Quem sabe o fim da história
De mil e uma noites de suspense no meu quarto
quinta-feira, 30 de julho de 2009

Helio de La Peña, Danilo Gentili, MP e o Preconceito




O que mais movimentou o Twitter essa semana, além do #Forçamassa, é a piadinha mal-sucedida do repórter Danilo Gentili. O comentário fazendo uma comparação sutil entre King Kong e jogadores de futebol gerou polêmica suficiente para garantir um post de protesto de Hélio De La Peña e até uma possível investigação do Ministério Público à respeito se houve ou não um comentário racista do integrante do CQC.

Ao dizer "Alguem pode me dar 1 explicacao razoavel pq posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa mas nunca um negro de macaco??" e "Agora no TeleCine KingKong, um macaco q depois q vai p/ cidade e fica famoso pega 1 loira. Quem ele acha q e? Jogador de futebol??", Gentili, acordou a fera da sociedade: a idéia sobre preconceito racial. Me admira, primeiro de tudo, esse tipo de preconceito ser chamado de racismo, afinal de contas só existe a raça humana, mas o que mais me preocupa é a hiprocrisia com a qual debatemos o assunto.
O engano disso tudo não é comparar negros ou jogadores de futebol ( que não são necessariamente palavras similares) à macacos, o maior é erro é chamar um Gordo de Baleia, um Gay de Viado e um Branco de Lagartixa, somos pessoas bem grandinhas e maduras para saber que tais comparações que, além de não serem mais tão divertidas, são ofensivas.

Sobre o preconceito há ainda um problema maior, no Brasil temos a mania de vitimizar todas as classes sociais, características físicas e/ou psíquicas se elas estão além do esperado pela sociedade. Negros não são dignos de dó ou peninha...Como escravos, foram guerreiros, não mataram de todo sua cultura, reinventaram-se e aguentaram com força até a libertação, então porque isso agora de pobres-coitados-vítimas-da-sociedade-branquela-e-cruel? Merecem respeito , mas não dó, assim como índios, imigrantes, brancos, negros, amarelos, obesos, bulêmicos, homossexuais, bissexuais, transgêneros, deficientes físicos, mentais, gente bonita, gente feia, e qualquer outra classificação que imaginar, porque é cada um de nós que sabemos o peso que carregamos, preconceitos que enfrentamos e batalhas que vencemos. O que vemos é uma sociedade pisando em ovos até mesmo nas conversas de bar, gente com medo de que até por apontar e dizer " a garrafa está ao lado daquele preto" seja presa por racismo, vivendo todos em uma pura fachada.

Fico decepcionada ao ver que um negro começa seu discurso achando ser correto essa prisão por chamá-lo de preto. Se deveria haver punição, esta deveria ser para as escolas que não cumprem a lei de ensinar cultura afro-brasileira em sala de aula e garantir a integração de todos os alunos, para governantes que desconsideram a necessidade de um deficiente físico, que diferentemente do negro, não lida só com um estigma mas com dificuldades palpáveis, para a saúde pública que dificulta as consultas e tratamentos para obesos, aos (ir) reponsáveis pelo apoio aos indígenas que têm que recorrer ao crime...

Não estou em defesa de La Peña, Gentili e muito menos do MP, mas não dá para tapar os olhos nem fazer tempestade em copo d'água, o preconceito existe, e está em todos nós, a solução não é eliminá-lo porque de alguma forma ele sempre existirá como forma de auto-preservação, deveríamos é nos preocupar em administrá-lo, e a palavra chave para isso é : RESPEITO.

MAIS SOBRE O ASSUNTO:
Blog de Hélio De La Peña
Blog de Danilo Gentili

Abçs


PS.: Aulas semana que vem, logo atualizações!
quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vinícius de Moraes


Soneto de Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

William Shakespeare


~ Soneto 96 ~

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça. Amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
È astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
quinta-feira, 9 de julho de 2009

Notícias pelo mundo: História

De Auschwitz, mensagem sobrevive em garrafa

REPRODUÇÃO/ MEMORIAL E MUSEU DE AUSCHWITZ-BIRKENAU
Lista de nomes de prisioneiros que permaneceu escondida durante 65 anos
A reforma de uma escola na Polônia acabou revelando um documento raro na história do Holocausto. Durante a obra foi encontrada uma velha garrafa escondida em uma parede. Dentro dela, um pedaço de papel de saco de cimento trazia uma lista de sete nomes, com seus respectivos números e indicação da cidade natal, e apenas uma frase: “Todos entre 18 e 20 anos”. O bilhete registra uma data: 20 de setembro de 1944.

Os nomes que aparecem no pedaço de papel são de prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz. Temendo não sair com vida dali, deixaram registrado quem eram, para que um sinal de suas vidas permanecesse.

Felizmente cinco dos sete listados saíram com vida da Segunda Guerra Mundial. Para o diretor do Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau, Piotr M. A. Cywiski, o valor documental do achado é grande, pois é uma das raras anotações deixadas pelos próprios prisioneiros, e não pelos nazistas.

A lista identifica seis poloneses e um francês. Três deles ainda estão vivos, segundo o levantamento feito pelo museu. O polonês Wacław Sobczak, que foi quem escondeu a garrafa, declarou a jornalistas que ele e seus colegas fizeram a lista porque achavam que não sobreviveriam. “Queríamos que alguma coisa de nós ficasse, nem que fosse apenas essa garrafa”, disse ele, revendo o objeto aos 85 anos.



Notícia retirada de http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/de_auschwitz_mensagem_sobrevive_em_garrafa.html
domingo, 28 de junho de 2009

Descumprindo o prometido

Em um dos posts anteriores disse que colocaria aqui um trabalho da faculdade. Seria a análise do livro "Cinco Semanas Num Balão" de Júlio Verne, mas infelizmente formatei o PC e acabei não salvando o arquivo e como é férias, não estou disposta à digitar todo o trabalho novamente, continuarei postando toda e qualquer bobagem que sair da minha mente ou da internet. Recomeço a colocar os trabalhos acadêmicos a partir de agosto.


No mais, porque não acreditar na morte de Michael Jackson:

Ele recebeu o pagamento dos shows adiantado.
O médico desapareceu assim que foi determinada a morte do dito cujo.
O corpo não aparece.
MJ é o rei das plásticas (consequentemente, dos disfarces) .
MJ é o rei das polêmicas.
Ultimamente estava agindo de forma comum , deixando até mesmo que seus filhos andassem sem máscara
Tem uma doença do tipo ninguém-nunca-viu
Teve uma parada cardíaca com o médico do lado!
Agora ele vai vender milhões de discos
Tinha dívidas milionárias


Tudo o que foi escrito acima foi observações feitas pela doutora em cultura Sra. Andreia Giuliana e a mestranda em notícias de famosos Sra. Elizabeth Silvestre, respectivamente minha irmã e minha mãe, Sendo assim os comentários possuem um caráter científico profundo baseado também no famoso caso Elvis-não-morreu. Eu apoio!


abçs

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=998146&tid=2552670970107766929&na=4&nst=11&nid=998146-2552670970107766929-2563906419847197852

Identidade: Quem é você de verdade?

A identidade é a visão do ser humano em sua totalidade, na busca do equilíbrio e da realização pessoal. Se você não sabe o que deseja, o que e quem é importante na sua vida, se, no final das contas, não é capaz de dizer exatamente quem é, de que adianta ter metas, planejamento, organização ou capacidade de execução? Fazer as coisas por fazer, de forma mecânica, não traz benefício algum a você. Viver as circunstâncias pode ser muito doloroso. Muita gente só se dá conta disso quanto, já com uma idade mais avançada, olha para trás e se pergunta: o que eu fiz da minha vida? Talvez, nessa hora, já não haja mais tempo para construir uma resposta favorável a essa pergunta. Por isso recomendamos que você invista um tempo em descobrir a sua Identidade e viver para realizá-la. (Reflexão pessoal e autoconhecimento).

[...]

O principal atributo do sistema desenvolvido por Christian Barbosa é nos fazer perceber que o tempo não está em falta, nós é que estamos em falta com as nossas escolhas. Na maioria das vezes não conseguir planejar ou organizar as inumeráveis tarefas e papéis que temos que vencer é o principal fator de stress.

[...]

Quem não tem metas definidas, vive os objetivos que são impostos pelas circunstâncias e por outras pessoas. Ou seja, quem não tem meta não tem rumo nem autonomia.

Tríade do Tempo
quarta-feira, 24 de junho de 2009

Véspera/ Metade - Oswaldo Montenegro

Voltei de uma viagem à cidade histórica de Goiás, vale à pena passar o frio para conhecer tamanho patrimônio da humanidade repleta de história, contos e lendas. A visita ocorreu durante o Festival Internacional de Cinema Ambiental (XI FICA) dos dias 19 à 21 de junho.


Próximo agora às almejadas férias para descansar, se desligar da faculdade tem me chateado um bocado, ainda mais com iminente afastamento de pessoas de quem gosto muito, e aí vem a parte difícil da despedida e aquela sensação de que ainda faltou muito pra viver e pra dizer, mas deixando o egoísmo de lado, anseio apenas que a falta não mude o amor e distância não substitua a lembrança.

Falando em férias em julho vou dedicar o espaço do blog mais à músicas que à conteúdo propriamente dito ( como tenho feito ultimamente), devo postar aqui ao menos um dos trabalhos entregues para a segunda nota em breve, estou aguardando apenas o recebimento. Por hora vou deixar a dica de dois blogs : Um de uma ex-colega de profissão e amiga de quem sinto muito falta, a talentosa jornalista( e cantora) Aniele Cristine e de um jovem poeta que (desejo, torço e espero) em breve terá seus poemas publicados com louvor - Jean Carlos (O Link do blog foi retirado por motivos de segurança)


Concluindo, nada como encerrar a noite fria e sedutora com um poema de Oswaldo Montenegro :

Metade (Oswaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tocando em Frente - Almir Sater

Ando devagar porque já tive pressa,

E levo esse sorriso, porque já chorei demais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou 
Nada sei, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra puder pulsar, é preciso paz 
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.

Penso que cumprir a vida, seja simplesmente 
Compreender a marcha, ir tocando em frente,
Como um velho boiadeiro, levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
Estrada eu sou, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças, 
É preciso amor pra puder pussar, é preciso paz 
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora,
Cada um de nos compõe a sua história, cada ser em si 
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz,
conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças, 
É preciso amor pra puder pussar, é preciso paz 
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa, 
E levo esse sorriso, porque já chorei demais, 
Cada um de nos compõe a sua história, cada ser em si 
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz
domingo, 24 de maio de 2009

Reativar! Return To Innocence - Enigma

Após um longo tempo sem postar, não pretendo colocar as longas filosofias de papo-de-MSN, mas passei por uma situação que me fez questionar isso dos "opostos": preto x branco, homem x mulher, sentimento x razão... e imaginei ao invés de um "x" entre esses fatos não poderia haver um "+"? Simples, o que eu quero dizer é, porque eles simplesmente não se complementam? Qual será o tamanho desse nosso querer adotar dualidade como referência na vida ?
É exaustivo fazer essas escolhas...


quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mitologia Grega - Moiras


Vou deixar aqui o texto da Wikipédia sobre as Moiras, que representam a visão de Vida, Morte e Destino na Antiga Grécia. A baixo vou indicar também um outro link para quem se interessar saber mais sobre a relação desse mito e do cotidiano. Em breve coloco aqui as informações sobre a Feira de Cultura e Cidadania na qual apresentaremos mais sobre Mitologia Grega ( que vai bem além dos Cavaleiros do Zodíaco...). Abçs

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Moiras

Na mitologia grega, as moiras (em grego antigo Μοῖραι) eram as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos Deuses, quanto dos seres humanos, eram três mulheres lúgubres, responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Durante o trabalho, as moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios, as voltas da roda posicionam o fio do indivíduo em sua parte mais privilegiada (o topo) ou em sua parte menos desejável (o fundo), explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos. Conta-se que o deus Ares foi o único ser capaz de submeter as moiras à vontade dele; fora esta exceção, elas jamais foram manipuladas, e nada se pode fazer para detê-las, ou ganhar-lhes o favor (até porque as Moiras entendem que o trabalho delas está mesmo acima delas próprias).

As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos, e criaram Têmis, Nêmesis e as Erínias. Pertenciam à primeira geração divina (os deuses primordiais), e assim como Nix, eram domadoras de deusas e homens.

As moiras eram filhas de Nix. Moira, no singular, era inicialmente o destino. Na Ilíada, representava uma lei que pairava sobre deuses e homens, pois nem Zeus estava autorizado a transgredi-la sem interferir na harmonia cósmica. Na Odisséia aparecem as fiandeiras.

O mito grego predominou entre os romanos a tal ponto que os nomes das divindades caíram em desuso. Entre eles eram conhecidas por Parcas chamadas Nona, Décima e Morta, que tinham respectivamente as funções de presidir a gestação e o nascimento, o crescimento e desenvolvimento, e o final da vida; a morte; notar entretanto, que essa regência era apenas sobre os humanos.

Os poetas da antiguidade descreviam as moiras como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Nas artes plásticas, ao contrário, aparecem representadas como lindas donzelas. As Moiras eram:

  • Cloto (Κλωθώ; klothó) em grego significa "fiar", segurava o fuso e tecia o fio da vida. Junto de Ilítia, Ártemis e Hécata, Cloto atuava como deusa dos nascimentos e partos.
  • Láquesis (Λάχεσις; láchesis) grego significa "sortear" puxava e enrolava o fio tecido, Láquesis atuava junto com Tyche, Pluto, Moros e outros, sorteando o quinhão de atribuições que se ganhava em vida.
  • Átropos (Ἄτροπος; átropos) em grego significa "afastar", ela cortava o fio da vida, Átropos juntamente a Tânatos, Queres e Moros, determinava o fim da vida.

Confira mais em: http://www.constelar.com.br/constelar/90_dezembro05/moira1.php

sábado, 2 de maio de 2009

Mais Deus e Menos Religião

Ouvi que em um culto transmitido pela TV, o pastor disse em poucas palavras que o danado do fiel tem a mania de endeusar os pregadores e quando esses erram ( e erram, pois são humanos) parte daqueles fiéis ( mais ao pregador e à igreja como organização) fazem questão de "jogar na cara" de outros seguidores ou da organização congregacional o erro do dito cujo alegando ele não ser digno de pregar sobre santidade.
Isso acontece com Católicos, Evangélicos, Budistas.. e toda e qualquer religião ou seita baseada em um hierarquia. Essa decepção afasta diversas pessoas , mas o fato que primeiro de tudo deve-se entender que seja quem for que conduz sua religião, é um ser falho e bem humano a ponto de cometer diversos pecados.
O pior erro que uma pessoa pode cometer é acusar de profano aqueles que não pertencem à sua religião. Poxa, me mostra na Bíblia ou em qualquer outro qualquer outro Indício Sagrado que vai falar que Deus (Alá, Força Maior, ou seja lá qual nome quiserem dar) que Ele possui uma religião. RELIGIÃO É INVENÇÃO DE SERES HUMANOS e só servem para separar, segregar, diferenciar uns de outros.
O que torna um fanático insuportável é justamente achar que ele é quem tem a razão e que o restante vai pro inferno. Sabe de uma novidade? Ações garantem muito mais a felicidade que sentar no banco de um instituição religiosa e achar que sai de lá só se for para o céu. E se não houver um céu? Ou nem mesmo um inferno? E se existirem, quem é você para dizer quem vai pra um ou outro? A pessoas tinham que se preocupar em serem felizes , não aquela pseudofelicidade momentânea, mas fazer bem aos outros e a si mesmo, ver alguém bem é tão gratificante, não?!
É legal ir à uma Igreja? É , é sim, isso segue a mesma lógica de ir à uma escola aprender, adquirir conhecimento, mas isso se torna danoso quando você começa a agir de acordo com o que os outros vão pensar de vc, e aí o indivíduo acaba servindo aos homens e não à um Deus. Sejamos ponderados coleguinhas: Mais Deus e Menos Religião
sexta-feira, 24 de abril de 2009

Educação 1

Ontem, na aula de Sociedade, cultura e educação, em que aconteceu uma discussão à respeito da Educação igual e direito de todos e a prática controversa de papel segregador, achei interessante colocar alguma reflexão sobre o tema aqui no Blog.
Na Constituição é garantido a gratuidade e acesso à Educação de maneira igualitária (a tal história de que perante Deus e perante a Lei somos iguais...), no entanto a escola, os professores e nós futuros professores não estamos preparados para enfrentar as diferenças dentro de sala de aula e o problema se agrava quando essas diferenças são na verdade deficiências que alunos possuem, desde à deficiência física à de aprendizado.
Enquanto que hoje em dia os cursos de licenciatura possuem a matéria de Libras, ainda assim, não é o suficiente para todos os tipos de aluno, será que teríamos que aprender Braile, fazer provas orais para alunos com disortografia e outras para alunos disléxicos? Seria o ideal se fossem os problemas cognitivos de aprendizado tão poucos.
Há ainda o multiculturalismo dentro das salas de aula, para resolver a questão dos afrodescendentes, por exemplo, hoje nós do Curso de História aprendemos sobre História da África no intuito de futuramente instruir os alunos quanto ao ponto de vista não-europeu sobre o continente, e por mais que estejamos cientes da obrigatoriedade do ensino da cultura Afro nas Escolas, na prática o cenário é bem diferente. A realidade é que graças à uma idéia já distorcida e impregnada na educação dos nossos pais e avós , aquele professor que tenta desconstruir o preconceito contra africanos é taxado de subvertor das regras morais, parece ser comum escutar
"esse professor está ensinando macumba aos nossos filhos!".
Há ainda a questão indígena,nessa mesma Lei, institui-se a obrigatoriedade do ensino da cultura indígena, eles possuem uma contribuição sanguínea e, acima de tudo, cultural tão importante quanto europeus e africanos, mas mesmo assim a cultura indígena não passa próximo a ser uma matéria ensinada sequer nas Universidades. São diversas outras culturas também que poderiam ter essa obrigatoriedade que na prática são igualmente ignoradas.
Minha pergunta no final daquela aula foi a seguinte: "se exportamos as políticas educacionais da Europa, e até mesmo os métodos de ensino, desde que o Brasil começa a investir na Educação, atualmente não temos nada para exportar que possa nos ajudar a lidar com essa multiculturalidade dentro das escolas?"
A resposta do Prof. José Maria a simples realidade revoltante, longe , bem longe da perfeição: "Mas há escolas voltadas para isso no Brasil, em Brasília mesmo há uma escola multilíngue, por exemplo, para estudar lá você paga a bagatela de 2.000 reais.". E esse é o caso de escolas especiais para deficientes, são caras, e as que estão nas mãos do Governo, pior do que as própria municipais/estaduais se encontram em situação precária. Será mesmo que seja quem for que precise de um ensino diferenciado deverá ter que págar tão caro pra isso? E depois dizem que Educação é direito de todos e completo "direito de todos que podem pagar".
quinta-feira, 16 de abril de 2009

Thinking Of You - Katy Perry



Comparisons are easily done

Once you've had a taste of perfection
Like an apple hanging from a tree
I picked the ripest one
I still got the seed

You said move on
Where do I go
I guess second best
Is all I will know

Cause when I'm with him
I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into your eyes

You're like an Indian summer
In the middle of winter
Like a hard candy
With a surprise center
How do I get better
Once I've had the best
You said there's
Tons of fish in the water
So the waters I will test

He kissed my lips
I taste your mouth
He pulled me in
I was disgusted with myself

Cause when I'm with him
I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into...

You're the best
And yes I do regret
How I could let myself
Let you go
Now, now the lesson's learned
I touched it I was burned
Oh I think you should know

Cause when I'm with him
I am thinking of you
Thinking of you
What you would do if
You were the one
Who was spending the night
Oh I wish that I
Was looking into your eyes
Looking into your eyes
Looking into your eyes
Oh won't you walk through
And bust in the door
And take me away
Oh no more mistakes
Cause in your eyes I'd like to stay
stay....

Os muitos em poucos

Dizem por aí que é de grão em grão que galinha enche o papo, e é aos pouquinhos que estou me recuperando de uma cirurgia que me submeti nesta terça - feira. Para alegria de muitos e tristeza de poucos, estou muito bem obrigada (75% da recuperação), a cirurgia incluiu um correção do desvio de septo, a retirada de um tumor benigno ( graças ao bom Deus) na face e uma fajuta mas notável plástica não planejada no nariz.
Comigo carreguei toda minha família para a estrada da alegria, meu pai achou sua Pampa ( classificado por uns como carro) que foi roubada há 6 meses, minha irmã se submete à uma cirurgia na sexta que o Papai há de permitir que seja tranquila, meu sobrinho está melhor das crises de alergia e agora joga PS2. Além de tantos assuntos engatilhados um no outro e minha falta de paciência devo registrar aqui ainda um apelo: Quem tiver réplicas de obras gregas favor me procurar, de preferência que seja alguém de Gyn e que não esteja interessado em alugá-las. Em breve vou deixar aqui convite que se estenderá aos amiguinhos do Orkut e contatos de e-mail à respeito da finalidade dessas obras.
Abraços
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Deep Hill

Quem é você?
Que anda por essas ruas desertas na neblina,
Esperando encontrar alguém
Que se foi no meio do inverno…

Quem é você?
Homem velho de branco,
Cheio de pensamentos vazios,
Que não dorme há dias…

Ei você, ai sentado nu na varanda,
Esperando um telefonema há dez anos,
Ainda consegue me ouvir?

Consegue imaginar que vidas se passaram,
Você nem sabe se morreu, e ela jamais voltou…
Ela realmente existiu?

É tudo uma fantasia, difícil de acreditar
Em pessoas criadas pela sua mente…

Os nomes ainda estão na parede,
Aquelas antigas botas talvez ainda sirvam,
O abismo está lá,
Entre na colina,
Ouça o silencio,
São eles?

O paraíso é aqui…

---------------------------------------------

Quando você escolher desistir,
Seus caminhos acabam se tornando um só.
Qualquer força contrária será em vão.

De repente ele parou de se lamentar,
E aos poucos foi parando de falar com as pessoas.
Nada importava muito desde que decidiu
largar tudo o que era ruim.
O silencio tomou conta de sua face,
Como o dia que cuidadosamente fecha os olhos.
Fazia parte do plano deixar o que parecia real,
E viver o seu mundo irreal.
Da ultima vez foi visto irreconhecível na noite,
Pela primeira vez ele parecia feliz.





Ambos poemas foram escritos por Diego Z., o primeiro encontra-se no blog http://darkestdreams.wordpress.com/ e o segundo na comunidade do Orkut " Silent Hill - O paraíso é aqui."



Para acompanhar uma das músicas de Silent Hill, no caso The Room (4) com o clipe de FFVII


sábado, 4 de abril de 2009

One Last Breath - Creed






One Last Breath_____

Please come now, I think I'm falling/
I'm holding on to all I think is safe/
It seems I've found the road to nowhere/
And I'm trying to escape/
I yelled back when I heard thunder/
But I'm down to one last breath/
And with it let me say/
Let me say/

Hold me now/
I'm 6 feet from the edge and I'm thinking/
Maybe 6 feet/
Ain't so far down/

I'm looking down now that it's over/
Reflecting on all of my mistakes/
I thought I found the road to somewhere/
Somewhere in HIS grace/
I cried out heaven save me/
But I'm down to one last breath/
And with it let me say/
Let me say/

Hold me now/
I'm 6 feet from the edge and I'm thinking/
Maybe 6 feet/
Ain't so far down/

Sad eyes follow me/
But I still believe there's something left for me/
So please come stay with me/
'Cause I still believe there's something left for you and me/
For you and me/
For you and me/

Hold me now/
I'm 6 feet from the edge and I'm thinking
quarta-feira, 1 de abril de 2009

Apologize - Timbaland feat One Republic


Apologize

I'm holding on your rope,
Got me ten feet off the ground
And I'm hearing what you say, but I just can't make a
sound
You tell me that you need me
Then you go and cut me down, but wait
You tell me that you're sorry
Didn't think I'd turn around, and say...

That it's too late to apologize, it's too late
I said it's too late to apologize, it's too late

I'd take another chance, take a fall
Take a shot for you
And I need you like a heart needs a beat
But it's nothing new - yeah
I loved you with a fire red
Now it's turning blue, and you say...
I'm sorry like an angel
Heaven let me think was you
But I'm afraid...

It's too late to apologize, it's too late
I said it's too late to apologize, it's too late

It's too late to apologize, it's too late
I said it's too late to apologize, it's too late
I said it's too late to apologize, yeah
I said it's too late to apologize, yeah
I'm holding on your rope, got me ten feet off...
the ground
segunda-feira, 30 de março de 2009

Resenha Crítica: Civilização e Divisão do Trabalho

Esse trabalho feito para a disciplina de História Antiga que é dada pelo Prof.: Welton, não é um dos meus preferidos, mas teve nota máxima, portanto, aqui está. Abçs. Maria Angélica



CIVILIZAÇÃO E DIVISÃO DO TRABALHO

A sociedade primitiva, uma vez sedentária, passou a produzir o suficiente para a sobrevivência de todo um grupo, houve ainda antes dessa época o que pode ser chamado de primeira divisão do trabalho feita por gênero, em que o homem era incumbido da caça enquanto que a mulher era a responsável pela plantação. Essa primeira divisão, no entanto, não é analisada como exploração, mas sim como prática necessária.

Ainda no início desse trabalho dividido entre gêneros, a produção era coletiva e distribuída de modo igual no grupo. Nessas sociedades os produtores eram donos dos produtos e também do processo de produção, os produtos estavam em suas mãos e era sabido do seu destino.

No entanto, é em um dado momento que essa produção começa a exceder-se, surge as apropriações individuais e, no excesso de produtos, o produtor passou a efetuar trocas e deter vantagens quando essas aconteciam, esse momento é chamado de produção mercantil. Os produtos então já não são controlados após a troca, é o momento em que o produtor se separa deste que agora é considerado uma mercadoria que estão entregues ao acaso.

Depois da chamada propriedade privada e da produção mercantil, a sociedade têm que se adaptar às condições criadas por tal. Surge a monogamia e a herança, e segundo Marx e Engels, aparece ainda submissão das mulheres aos homens, visto que os últimos que detinham o poder material. São criadas leis para controle dessas novas normas econômico-sociais que vão se modificando conforme as formas de produção.

Uma vez que os produtos são mercadorias, os homens decobrem ainda que a força de trabalho também é uma mercadoria. É nesse momento que surge os explorados e os exploradores, que serão chamados por Marx e Engels de classes Proletariada e classe Burguesa. A exploração da força do trabalho resulta na escravidão, na servidão na Idade média e no trabalhador assalariado na Moderna, sendo todas elas baseadas naquele princípio antigo da existência de uma classe explorada e em uma classe exploradora. “Mal os homens tinham descoberto a troca e começaram logo a ser trocados, eles próprios.” ( Engels).

Cria-se então a moeda acompanhada dos juros e do lucro, a propriedade privada de terra, a hipoteca, o trabalho escravo e o modelo familiar tal qual conhecemos. A oposição de campo e cidade forma-se como base da divisão do trabalho social e a herança, outrora comentada, garantia ás famílias que todo o acúmulo de riqueza fosse disposto mesmo após a morte.

O intuito da sociedade passa a se concentrar na riqueza e na individualidade, e automaticamente, todo e qualquer “benefício” criado se trata de benefícios para a burguesia e prejuízo para os proletariados, formando um progresso, um desenvolvimento que acontece em meio às contradições.

Engels diz que o sistema não deveria ser assim mas que “ O que é bom para a classe dominante deve ser bom para a sociedade” e ainda defende apoiado em Morgan, que o momento em que esse sistema de exploração vier a falência haverá “ uma revivescência da liberdade, igualdade e fraternidade das antigas gens, mas sob uma forma superior” ( Morgan).

APRECIAÇÃO CRÍTICA

É notável que a propriedade privada seja a vilã da divisão do trbalho feita de modo injusto. Adam Smith vai dizer que:

"Essa divisão do trabalho, da qual derivam tantas vantagens, não é, em sua origem, o efeito de uma sabedoria humana qualquer...Ela é conseqüência necessária, embora muito lenta e gradual, de uma certa tendência ou propensão existente na natureza humana...a propensão a intercambiar, permutar ou trocar uma coisa pela outra." (Adam Smith)

Marxistas ou não, são capazes de reconhecer que essa divisão é prejudicial à sociedade como um todo, é um ciclo infernal e coberto de maldade. A discussão que gera sobre o tema é se a Divisão de Trabalho tal qual conhecemos é ou não uma necessidade dentro da organização social. Oposto à idéia de Engels e Marx temos o sociólogo Émile Durkeheim, que acredita que a Divisão de Trabalho é sobretudo um modo de solidariedade que não pode ser evitado.

“Porque, como nada contem as forças em presença e não lhes atribui limites que sejam obrigados a respeitar elas tendem a se desenvolverem sem termos e acabem se entrechocando, para se reprimirem e se reduzirem mutuamente.” (DuRKEHEIM, VII:2004).

Para Durkeheim a divisão do trabalho e algo favorável porque ela propicia a solidariedade entre as pessoas conforme os conceitos de solidariedade contidos em sua teoria, já para Karl Marx a divisão do trabalho é totalmente negativa dado que desta advém a exploração da mão de obra ou seja a alienação do trabalhador.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ENGELS, Friedrich; MARX, Karl. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, Obras escolhidas, vol. 3. Rio de Janeiro: Editorial Vitória, 1963.

ADAM Smith. Época, vida, filosofia e obras de Adam Smith.

Disponível em:

Acesso em: 18 mar. 2009



domingo, 29 de março de 2009

Lenine - Paciência

Para brindar o tema que um amigo utilizou no blog dele: Tempo. ( que assim que eu pedir autorização pretendo divulgá-lo). Abçs








Lenine - Paciência

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

(Solo - piano - 17seg)

Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para (a vida não para não... a vida
não para)
sexta-feira, 20 de março de 2009

Resenha Crítica : Mito e Realidade

Como um trabalho feito por mim, se alguém quiser utilizá-lo em sua pesquisa peço que entre em contato, ou dê os devidos créditos como fiz. Grata.

-----------------------------------------------------------------------------------------------
Errata: quando se referir à Mircea Elíade, ao invés de "autora", lê-se "autor"

-----------------------------------------------------------------------------------------------
No século XIX, mito era sinônimo de ficção e fábula, conceito esse que os ocidentais aplicavam com a finalidade de subjulgar a cultura , principalmente religiosa, de um povo e justificar o domínio da Europa sobre suas colônias, por exemplo. No entanto, esse conceito mudou e hoje em dia o mito é encarado como “histórias verdadeiras” , apoiadas em Seres Sobrenaturais, que conceituam a criação do mundo e cria premissas quanto ao fim da humanidade. Esses mitos são apoiados em sonhos e experiências não científicas que determinam o comportamento de certo grupo diante variadas situações. Além de fornecer uma idéia quanto ao sobrenatural, os mitos são importantes na formação de caráter e moral das sociedades, funcionando como modelos da conduta humana.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Portanto, os mitos não devem ser encarados como característica de uma cultura inferior ou de povos selvagens, diversos mitos estão presentes em nosso cotidiano e a maioria daqueles que são raízes da nossa cultura são encarados como “verdades universais” sem se quer nos darmos conta de que todos os mitos possuem uma só essência e nenhum deles é cientificamente provado.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
De acordo com o autor do texto, mais do que estudar cada mito como uma história isolada, é importante estudarmos os efeitos destes em cada grupo social, sendo seu principal objeto as sociedades em que o mito permanece “vivo”, ou seja, praticável e que se refez, adaptou durante os anos sem ser esquecido. Diante disso não é recomendado começar o estudo por mitos greco-romanos que não se adaptaram com o tempo e hoje são encarados como fábulas, mas estudar mitos que se enriqueceram no decorrer do séculos e persistem explicando os fenômenos , o comportamento e a atividade do homem até hoje. Exemplos desses mitos são encontrados principalmente na África , Ásia e Oceania e são chamadas por – de “mitologias primitivas”.
-----------------------------------------------------------------------------------------------

Na discussão sobre “mitologias primitivas”, é necessário reforçar que os mitos são histórias sagradas e relatam apenas o que “realmente” aconteceu desde que o homem foi criado, os protagonistas são sempre Entes Sobrenaturais, responsáveis por intervir e formar o que o homem é hoje, estão entre esses Entes os próprios Ancestrais.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Há ainda uma classificação dos mitos quanto ao alvo, as classificações citadas por Mircea Eliade são os mitos comogônicos e os mitos de origem. Os primeiros buscam explicar a origem do universo e da vida, são uma análise da priori, de quando tudo passou a existir, enquanto que os últimos explicar a origem no que já existia, o nascimento das plantas, dos elementos e dos animais. Ou seja, pode-se analisar o mito cosmogônico isoladamente, mas não se pode examinar o mito da origem sem considerar a cosmogonia.
-----------------------------------------------------------------------------------------------

Existem mitos que não se limitam apenas à um ou dois grupos, uma das histórias mais difundidas é que para se ter controle sobre determinado animal, elemento natural ou até de uma doença , é necessário saber suas origem, toda sua história para obter o controle sobre este.
-----------------------------------------------------------------------------------------------

“Segundo a crença desses índios (Cuna), o caçador bem sucedido é aquele que conhece a origem da caça. E quando chegam a domesticar animais, é porque os magosconhecem o segredo da sua criação.” (ELIADE, Mito e Realidade, pág 19)
-----------------------------------------------------------------------------------------------

Ou seja, quem conhece o mito detêm poder sobre ele podendo manipulá-lo, para procurar a cura de uma doença, portanto, é necessário conhecer desde a origem do remédio à origem da própria.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
O tempo no mito é um tempo relativo, ele não está ligado à calendários humanos, trata-se de um tempo sagrado que pode ser recuperado e revivido através dos ritos. Um ritual é capaz de reviver momentos históricos importantes em que os Entes Sobrenaturais ou ainda os Ancestrais obtiveram sucesso, de forma que invocando esse momento também haja sucesso naquela guerra, cura ou nascimento de uma criança.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
É notável que os mitos tenham importância vital para a humanidade, pois nascem na hora do desespero humano, a fim de confortar toda uma sociedade em seus momentos mais difíceis, consolando-a na derrota e a encorajando na luta.
-----------------------------------------------------------------------------------------------

APRECIAÇÃO CRÍTICA

-----------------------------------------------------------------------------------------------
O texto “Mito e Realidade” de Eliade foi escrito com o próposito de esclarecer, em sentido mais amplo, o que é e qual a importância do mito nas sociedades. O tentar definir mito sua intenção é desarmar o preconceito do leitor, a fim de passar com clareza a necessidade da existência de mitos em todas e qualquer cultura.
-----------------------------------------------------------------------------------------------

O discurso da autora é capaz de atingir leitores de diferentes sociedades , mas não de diferentes classes sociais, é necessário um mínimo de conhecimento de sociologia para entender a real intenção do autor. Embora Eliade já esclareça que o objeto de seu estudo seja as “sociedades primitivas”, o texto acabava afastando a real idéia de mito do leitor, já que os mitos ali tratados são, sobretudo, mitos de sociedades mais distantes.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
É interessante que o indivíduo pense no peso do mito no seu próprio grupo para assim se colocar no lugar de outros grupos para compreender a razão dos mitos, e que a idéia de fábula e mito fique à cargo do próprio leitor , que compare a visão da autora com a visão de outros autores, decidindo por si só como diferenciar fábula e mito de modo mais correto. Para tornar o texto “mito e realidade” um texto ainda mais completo seria interessante adicionar as pesquisas de Sigmund Freud e Joseph Campbell.

-----------------------------------------------------------------------------------------------
Freud comenta a relação do inconsciente com a criação dos mitos, de forma que acentua a idéia de que nascem por motivos que vão além de explicar as questões sobre o surgimento de tudo. O mito nasce como forma de explicar e até naturalizar alguns comportamentos humanos ligados ao inconsciente, por exemplo o mito de Édipo, em que um filho apaixona-se pela mãe. Para Freud a história de Édipo está além de uma fábula, o que seria chamado posteriormente de “Complexo de Édipo”, era na verdade a manisfestação do desejo no inconsciente humano.
-----------------------------------------------------------------------------------------------

Em “Aspectos do Mito”, Mircea Eliade deduz que como o mito pode ser interpretado de várias formas, em várias interpretações, basta definí-lo como história que “descreve-se como uma coisa foi produzida, como começou a existir...”, diante de tal idéia é correto aceitar as definições de que a história de Édipo, que explica o nascimento do “complexo”, seja encarada como mito.
-----------------------------------------------------------------------------------------------

Joseph Campbel discorre sobre mito de modo que o leitor se enxergue dentro de seus próprios mitos e o poder que eles exercem sobre todos. Conclui Campbel sobre o mito:
“Os mitos estimulam a tomada de consciência da sua perfeição possível, a plenitude da sua força, a introdução da luz solar no mundo. Destruir monstros é destruir coisas sombrias. Os mitos o apanham, lá no fundo de você mesmo. Quando menino, você os encara de um modo. Mais tarde, os mitos lhe dizem mais e mais e muito mais.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Quem quer que tenha trabalhado seriamente com idéias religiosas ou míticas sabe que, quando crianças, nós as aprendemos num certo nível, mas depois outros níveis se revelam. Os mitos estão muito perto do inconsciente coletivo, e por isso são infinitos na sua revelação.” (Joseph Campbell, O Poder do Mito)
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Resenha por: Maria Angélica Silvestre de Souza, estudante do 1º período de História. Trabalho realizado para matéria de História Antiga, ministrada pelo professor Welton.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
-----------------------------------------------------------------------------------------------
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
-----------------------------------------------------------------------------------------------
ELIADE, Mircea. Mito e Realidade. 6 ed. São Paulo: Perspectiva, 2002
-----------------------------------------------------------------------------------------------

O MITO, Uma necessidade do homem?
Disponível em:
.Acesso em: 08 mar. 2009
-----------------------------------------------------------------------------------------------


CAMPBELL, Joseph. O Poder do Mito. Seleção, resumo e adaptação de Carlos Guimarães. Disponível em:
<>. Acesso em: 09 mar. 2009
-----------------------------------------------------------------------------------------------
quinta-feira, 12 de março de 2009

Contos de Ramirez

É justo colocar aqui um Blog que possui contos de terror muito bons (meeesmo), no endereço contosderamirez.blogspot.com , que a partir de hoje irei vincular à barra de "sites recomendados", vocês poderão conferir contos de terror para diversos gostos, desde uma releitura do mito da Loira do Banheiro à um conto relacionado ao Live Menssenger. Meu preferido? Sem dúvidas o primeiro que li "A Casa", que além de ter um enredo à la Edgar Allan Poe, possui uma linguagem de cinema , dois aspectos que prendem muito bem um leitor.
Porenquanto, no clima de mistério e terror, vou deixar aqui um vídeo que certa vez o Thiago me mostrou e que me deixou um bom tempo pensativa quanto a natureza da minha gata. "Cat With Hands" infelizmente não é um filme, mas amaria ver uma abordagem assim na telona! Para quem assistiu "Irmãos Grimm" não vai conseguir evitar a ligação desse curta à ele.
Abçs


quarta-feira, 4 de março de 2009

Gracias a La Vida - Elis Regina ( Violeta Parra)

O professor de História da África passou essa semana essa música em sala, conta ele que ela o ajudou a sair de uma depressão (temo que seu efeito tenha sido ao contrário comigo), ela foi escrita por Violeta Parra (1917- 1967), uma das grandes difusoras da cultura chilena: compositora, cantora, artista plástica e ceramista. Sobre a música "Gracias a La Vida" composta entre 1964-1965 é citado:



"Mas suas canções não apenas são marcadas por versos demolidores contra toda a injustiça social. O lirismo dos versos de canções como "Gracias a la vida" (gravada por Elis Regina) embalou o ânimo de gerações de revolucionários latino-americanos em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos..." (fonte: Wikipédia)




Segue abaixo a letra e o vídeo da música interpretada por Elis Regina.
Abçs



Gracias a la vida que me ha dado tanto.

Me dio dos luceros que, cuando los abro,

perfecto distingo lo negro del blanco,

y en el alto cielo su fondo estrellado

y en las multitudes el hombre que yo amo.


Gracias a la vida que me ha dado tanto.

Me ha dado el oído que, en todo su ancho,

graba noche y día grillos y canarios;

martillos, turbinas, ladridos, chubascos,

y la voz tan tierna de mi bien amado.


Gracias a la vida que me ha dado tanto.

Me ha dado el sonido y el abecedario,

con él las palabras que pienso y declaro:

madre, amigo, hermano, y luz alumbrando

la ruta del alma del que estoy amando.


Gracias a la vida que me ha dado tanto.

Me ha dado la marcha de mis pies cansados;

con ellos anduve ciudades y charcos,

playas y desiertos, montañas y llanos,

y la casa tuya, tu calle y tu patio.


Gracias a la vida que me ha dado tanto.

Me dio el corazón que agita su marco

cuando miro el fruto del cerebro humano;

cuando miro el bueno tan lejos del malo,

cuando miro el fondo de tus ojos claros.


Gracias a la vida que me ha dado tanto.

Me ha dado la risa y me ha dado el llanto.

Así yo distingo dicha de quebranto,

los dos materiales que forman mi canto,

y el canto de ustedes que es el mismo canto

y el canto de todos, que es mi propio canto.


Gracias a la vida que me ha dado tanto.

domingo, 1 de março de 2009



I woke today Inside the train of dreams

The rain poured downIn black and whit

e I stood and stared

The rest of what remains

Of my own world crumbling around
I held my tears

One day comes after another
The falling rain

Caressed my skin again

Just let it flow to wash away

A time gone by

A feeling long denied

My heart is no more bound in pain
And now it's clear

One day leads on to another I dry my tears

There´s so much else to discover

Somewhere
I hear the sound, of thousand voices

I lost my innocence

I'm on my way I crossed the desert

To rescue what I sent

Out of my heart

Away
And now it's clear

One day leads on to another

We'll fight our fears

And find the way back to each other
I hear the sound, of thousand voices

I lost my innocence

I'm on my way

I crossed the desert

To rescue what I sent

Out of my heart
I hear the sound, of thousand voices

I lost my innocence I'm on my way

I crossed the desert

To rescue what I sent

Out of my heart

Away