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Historiadora/Professora de História e para sempre estudante. 

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Debates

Observem o tweet:

"@cassapava:
a pior coisa que querem acabar com a anistia dos generais da ditadura mas nunca as dos "revolucionarios" que mataram tanto quanto !"

É verdade, tanto ditadores quanto revolucionários ou ainda terroristas são e foram capazes do mesmo crime: homicídio. Anteriormente sempre defendi a idéia de que os ditadores obtivessem julgamento, como uma forma de prevenir futuras ditaduras, mas diante de tal afirmação vejo que o caso está muito além de uma ditadura, ele se concentra na bestialidade humana.
Houve quem replicasse com o seguinte argumento "Crime de Estado é diferente de crimes comuns", mas não consigo enxergar que o destino da família do assassinado ou daquele corpo estirado no chão tenham destinos muito diferentes, seja um homicídio cometido pelo Estado ou por Revolucionários. Assassinato é assassinato, e tem por base o indivíduo acreditar que está acima do direito de viver de seu opositor, portanto hoje defendo veementemente que todos sejam julgados. Incrível nossa capacidade de julgar crimes sob olhar daqueles que o cometeram e não daqueles que foram vítimas, isso nos torna tão assassinos quanto qualquer outro.
Surgiu também uma idéia de heroísmo de quem mata. Fato que toda nação cria seus heróis, esses que devem ser mártir e símbolo nacional, mas chamar alguém que simplesmente mata de herói se não uma injustiça com os verdadeiros heróis é ainda ferir uma nação, simbolizando-a simplesmente como violência.
Fato que essa tentativa de diferenciar um homicídio de outro não passa de uma tentativa de racionalização do instinto que nos afirma e confirma como animais, embora haja uma constituição complexa, na prática sobrevive ainda aquele que é mais forte, aquele capaz de subjulgar o outro, e se isso não é animalesco, tão pouco é racional.
Sou a favor de penas alternativas para pessoas capacitadas mentalmente, mais do que o encarceramento, e isso se aplica à todas as classes e homicídios. O réu, sempre sob supervisão do Estado que passa a se responsabilizar por seus atos, para cada mal feito deve retribuir com uma boa ação até que o comportamento ruim seja substituído. Assim evita-se os luxos para classe alta/ média alta, nos presídios e que esse se torne uma escola para o crime. Facilita ainda o julgamento dos homicidas que devem aprender que seus ideais ou pelo que lutam não pode estar acima da vida de nenhum outro indivíduo, assim promovendo a aprendizagem de convívio em sociedade.

Se é possível ter heróis que não matam?
Observem o seguinte:

"@cassapava
falando em me faz lembrar dos melhores: gandi, madre tereza, nelson mandela, isso sim são heróis! são dignos de ser REVOLUCIONARIOS"

Endoçando o tweet, cito o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) que tem por líder conhecido na mídia o Subcomandante Marcos. Suas bases estão em acordos e a preservação dos civis sejam elas de classe baixa ou alta, pegar em armas não é mais que uma defesa dos seus , não se limitam ao simples ataque daqueles que não concordam com suas idéias. A palavra certa para tal é RESPEITO, pregam a idéia mais pura de anarquismo da auto-gestão pela conscientização e são heróis, várias minorias, unidos por uma única luta: pelo fim da repressão!

E eis que surge esse post. Pelo fim da repressão e da censura, sob minha visão de corpo estirado no asfalto que grita pelo direito de ter vida independente se vc compartilha suas idéias comigo ou não.

Brindes ao meu e ao seu direito ao grito e à vida.


Créditos: @cassapava do blog: http://mentesdesfiguradas.blogspot.com/
@chiyokogon do blog: http://usaramonomequeeuqueria.blogspot.com/

1 opiniões:

Chiyoko Gonçalves disse...

"Heroísmo de quem mata"? Meio fora de contexto. Mas, sempre cabe o casal Nardoni nisso. Talvez, sem querer, eles tenha matado o novo Hitler. Mas, é outra história.