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sábado, 26 de dezembro de 2009

Crise de memória e Sexo x Amor

Prometi há alguns posts deixar aqui a questão "Sexo e Amor", mas estive tão envolvida com afazeres acadêmicos que acabei me esquecendo. Queria só que minha memória fosse um pouco mais falha, já passou da hora de formatá-la.

Direto ao ponto "sexo x amor", tudo que vou dizer aqui possui como base a leitura feita sobre o tema por Flávio Gikovate ( o mesmo autor do texto que me inspirou o post sobre os processos amorosos) e também sobre observações feitas durante a aula de Filosofia administrada pelo Profº Guimarães.

Foi muito discutido que sexo e amor são processos totalmente heterogêneos, não conseguem se misturar devido a diversos aspectos, por exemplo a finalidade. Ao que parece o "sexo" vai além do instinto humano da continuação da espécie, não me refiro à algo sobrenatural ou muito nobre, o ato sexual na verdade é a afirmação do indivíduo, é um ato muito mais individualista e de auto-afirmação, que de compartilhamento. É dito por Flávio Gikovate:

"...a sexualidade nos chega em franca associação com o início da constituição da nossa identidade, da consciência que somos seres desgarrados, únicos e sob a forma de um grande prazer, como algo imperdível..." ( pg.27)

Assim como Freud dizia, nossa sexualidade nasce no momento em que temos a noção da nossa individualidade o que se dá ao fim do primeiro ano de vida, a noção de uma criatura única e desgarrada da mãe, do prazer e até mesmo do auto-erotismo é algo biológico e se prende à excitação corporal.

Como visto anteriormente, considerando o conceito de "amor verdadeiro", se trata da vontade de se unir, de compartilhar, de se fundir o que faz deste processo totalmente inverso àquele. Em suma: Amor = compartilhamento; Sexo = Individualismo.
Isso explica a eterna insatisfação do homem nesse campo - enquanto solteiro surge a necessidade de se fundir, enquanto que compromissado surge o desejo de "liberdade" , de caça, do instinto de auto-afirmação.

A conclusão da discussão se resumiu no diagnóstico de que amor e sexo , são opostos e inconciliáveis, mas atropelando qualquer lado racional, minha face "menos racional" ( por assim dizer) insiste em se iludir com o ideal de que esses dois não são só opostos, mas também complemento. Para que isso ocorra , é necessário um nível alto de cumplicidade e sintonia, que possivelmente envolva algo muito além do que se pode tocar ...- a partir daqui me calo... esse Blog há de ser mais científico que de opinião pessoal.

Abç

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