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Historiadora/Professora de História e para sempre estudante. 

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Mas quem é você?

Complementando aquele post econômico ( frases para colocar no orkut/MSN como pode ser intitulado)e outro em que explorei a pergunta cabulosa do Orkut "quem sou eu?". Agora sou eu que pergunto à você... Quem é Você?
Uma pessoa pode ser definida pela música que ouve? Ou pelos amigos que têm? Ou ainda pelos lugares que frequenta? Ou melhor, pela a roupa que veste? Acredito que nenhuma dessas é a resposta. O que tem de errado com essa pergunta não é os substantivos música, amigos, lugares ou roupas, mas o verbo "Definir".
Nós não definimos pessoas, até porque nem elas mesmas se definem. A cor do meu/seu cabelo de hoje com certeza não será a mesma daqui à 20 anos, queira eu/vc pintar ou não, e isso vale até mesmo para os valores, amigos e os lugares que frequenta.
E os relacionamentos de nível superior? ( namoro, casamento,noivado) Aí que fica a magia da relação, ninguém é o mesmo, com o tempo se deixa qualidades e se adquire novas, se deixa defeitos e adquire novos. Não é uma mudança da sua essência ( aquilo que mora no seu peito e faz vc olhar no espelho e ter certeza que vc é vc , mas não pela imagem).
Ao se comprometer é justo que você esteja preparado para aceitar a essência dessa pessoa, não adianta tentar mudá-la à seu gosto, além de perder a graça para você, perde para o dito cujo que o acompanha também, afinal se coloque no lugar dele , você gostaria que alguém lhe ditasse regras incontestáveis para "viver" ( lê-se sobreviver). Um relacionamento dessa forma é ruim em todos os níveis, acredito que alguém que passe por isso se sente como em uma Ditadura Militar o que acredito que ninguém quer passar novamente...
Voltando e finalizando à "não-definição" é justo eu citar uma experiência que vi no "Superpop" ( programa não recomendado para quem se irrita facilmente) em que um quadro, uma modelo se intitulava "A Gostosa" e falava com todas as letras que conseguia qualquer coisa com seu corpo.
Claro que eu como mulher me senti em princípio indignada, com vergonha, com raiva, enfim, um misto de sentimentos que me deixaram perplexa e depressiva. Vendo depois tudo de um ponto de vista diferente, vendo que a moça insistia em dizer " Sou gostosa, bonita e muito inteligente", sobretudo o adjetivo "inteligente" desejei com toda minha força estar ali, frente-a-frente com a moça e testá-la.
Deixando claro que não sou um gênio, mas possuo sim atributos devido à minhas reflexões sejam elas didáticas ou não. Queria tê-la testado e me surpreendi quando desejava ainda que ela acertasse e ganhasse um ponto de glória diante cultos e não-cultos, homens e mulheres... seria um momento revolucionário na cabeça de muita gente.. que no fim das contas acredita que a beleza deve ser rebaixada ao degrau da prostituição.
Finalizando, o que mais gostaria era não finalizar esse post, gostaria que alguém lêsse e se questionasse, crescesse sobre esse tema que gera a maior problemática humana - a identidade - portanto vou deixá-lo em aberto e dispensar despedidas...