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Historiadora/Professora de História e para sempre estudante. 

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Crise de identidade I

Ontem no ponto de ônibus, na volta do Animash, uma senhora me disse " Como alguns caminhos são perigosos!" e se calou. Foi apenas isso que ela disse, mais nada, o silênco tomou o ponto e por dez minutos chorei sem parar. Não sei exatamente por que, mas talvez no fundo eu só não queria admitir que eu estou sim tomando caminhos perigosos.
Ameaça de morte? Não,com certeza não. Sou uma pessoa que acredita que a morte é liberdade, há tantas coisas na vida que são mais perigosas que morrer! Tão mais torturantes, que eu mesma não temo a morte, mas temo a vida.
O fato é que em alguns momentos valorizamos pessoas que não merecem valor da minha parte, fazemos coisas, que não deveriam nem serem pensadas em serem feita e mais do que nunca passo por isso... eu na minha eterna solidão.
Sou rodeada de pessoas, não esperaria menos de alguém que tenta fazer todo mundo feliz independente das consequências.. mas a pior consequência de tudo isso tem me afetado de tal forma que me leva à uma certa depressão. Tenho lembrado de mais de todo mundo e esquecido completamente de mim.
Isso é o que eu chamo de solidão, eu em meio meus caminhos perigosos fiz o maior mal que eu poderia ter feito a mim mesma, me abandonei completamente e é nesse ponto que eu chego e me perco diante de tantas identidades forjadas a fim de agradar ao outro. Não sei mais meus gostos, não sei mais quais pessoas quero que estejam próximas a mim de verdade e nem sei o que fazer na hora seguinte a esse post... estou mais perdida que "bala quem boca de banguelo", " cego em tiroteio" e outras metáforas mais.
Ás vezes sinto apenas vontade de me trancafiar entre quatro paredes e fazer alguns relatórios de vida, análises de tudo que têm acontecido e de tudo que aconteceu, porque até que eu possa me "definir" não acredito em nenhuma palavra que eu disser.