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sábado, 18 de junho de 2011

Sobre um mundo imaginário

Peço licença aos leitores desse blog, mas, apesar de buscar fundamentos no que digo, esse post não terá fundamento algum. Leiam-o como um devaneio da mente de quem vcs seguem...

Durante essa semana li sobre a criação de um mundo imaginário no twitter do
e no "Penso, Logo Desisto" blog da Gessyca que também é uma pessoa que admiro muitíssimo. E sim eu também cultivo o meu e penso que também é seu o direito de cultivar um pra si.

No meu mundo , como bem postei no meu twitter, Honra e Consciência imperam ( de onde acha que tirei uma simpatia por anarquismo) e os senhores dele sou eu com a colaboração do Sr. N. Esse senhor é meu braço direito, mas não é só, é aquele que me diz quando erro, no que devo me corrigir, me abraça nos momentos ruins e sorri docemente nos de alegria.

Meu caros, não pensem em esquizofrenia ( ou pensem, quem sou eu pra dizer o que tens que fazer), o Sr. N. tem voz, tem personalidade e é quem eu amaria ser. Se tudo o que imaginamos pode realmente um dia existir, porque não sonhar com ele e com o nosso mundo de justiça?

Lá tenho meus inimigos, que venço sempre em conjunto com uma porção de seres que desconhecem meu poderio, que me trata como um deles, com valor de qualquer outro. Os inimigos são sempre aqueles que necessitam da tradução do que pensam e sentem, e uma vez entendidos se tornam membros do mundo da gentileza e da doçura.

Onde não há mentira pq não há o pq mentir, sinceridade lá não é tão mal julgada quanto cá, cumprir com sua palavra é dever pq não se pode imaginar alguém que gaste verbo, jogando-os ao vento. Lá não se fala de "bom caráter", pq se não queremos ser julgados não devemos julgar, em que natureza e homem é um só ainda que venha com seus cimentos...

Eis que aqui pra vocês nasce uma estranha, talvez mais estranha do que sempre fui, mas não se esforcem em me entender, não entendem se não conhecem meu mundo, então deixa-me apenas seguir segundo meus princípios, afinal de contas o que me basta é o gentil, doce e forte Sr. N. do lado...




Vou-me Embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.





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